Um militar francês morreu e outros três ficaram feridos na sequência de um ataque ocorrido hoje no sul do Líbano contra a Força Interina das Nações Unidas no país (FINUL), anunciou o Presidente francês.
“Tudo aponta para que a responsabilidade do ataque seja do Hezbollah. França exige às autoridades libanesas que detenham imediatamente os culpados e assumam as suas responsabilidades juntamente com a FINUL”, afirmou Emmanuel Macron na rede social X.
Segundo o chefe de Estado francês, a vítima mortal é um sargento-chefe do 17.º Regimento de Engenheiros Paraquedistas de Montabaun, Florian Montorio.
O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel em 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.
No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.
Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país no conflito anterior.
Segundo o balanço mais recente das autoridades de Beirute, nos últimos 45 dias registaram-se 2.294 mortos, incluindo 274 mulheres, 177 crianças e 100 profissionais de saúde e socorristas, 7.544 feridos e acima de um milhão de deslocados.






