PJ desmantela rede de tráfico de esteroides que chegava ao interior de uma cadeia

Segundo a PJ, os detidos — quatro homens e uma mulher — são alvo de fortes suspeitas da prática dos crimes de tráfico de substâncias e métodos proibidos, branqueamento e peculato

Francisco Laranjeira

A Polícia Judiciária deteve cinco suspeitos de integrarem uma rede dedicada ao tráfico de esteroides e outros fármacos sujeitos a receita médica, num esquema que, segundo a investigação, chegava ao interior de um estabelecimento prisional. A informação é avançada pelo ‘Jornal de Notícias‘, que refere que a operação “Oeste” incluiu buscas em habitações, num hospital e numa cadeia.

Em causa está um pequeno grupo suspeito de se dedicar à comercialização de substâncias anabolizantes e à dissimulação dos lucros obtidos com essa atividade ilícita. Segundo a PJ, os detidos — quatro homens e uma mulher — são alvo de fortes suspeitas da prática dos crimes de tráfico de substâncias e métodos proibidos, branqueamento e peculato.

A operação mobilizou 16 buscas nas zonas Oeste e da Grande Lisboa. No final, foram apreendidas centenas de embalagens de substâncias proibidas, 10 mil euros em numerário e ainda 11 viaturas. A PJ adianta que foram também recolhidos elementos de prova considerados relevantes para o avanço da investigação.

O caso surge na sequência de uma anterior operação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, realizada no início de março. Nessa altura, recorda o’ Jornal de Notícias’, foi detido um preparador físico de Leiria suspeito de lucrar cerca de 12 mil euros por mês com a venda de esteroides, apesar de declarar apenas 10 mil euros de rendimento anual.

Uma parte significativa dos clientes desse suspeito eram reclusos de duas cadeias, que recebiam as substâncias destinadas ao aumento de massa muscular através de visitas e com o apoio de guardas prisionais corruptos.

Continue a ler após a publicidade

Dois desses profissionais chegaram mesmo a ser constituídos arguidos na operação Gambito, igualmente conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

Com a nova operação, as autoridades procuram agora aprofundar responsabilidades e acelerar a conclusão de um processo que aponta para um circuito organizado de fornecimento de esteroides, dentro e fora do sistema prisional.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.