Uma intervenção policial invulgar em Cracóvia, na Polónia, resultou na descoberta de 148 pítons reais dentro de um edifício residencial, após uma denúncia sobre uma cobra avistada nas escadas. O caso está agora sob investigação pelas autoridades.
De acordo com a Euronews, tudo começou na terça-feira, quando a polícia recebeu um alerta sobre a presença de uma cobra num prédio no distrito de Prądnik Biały. Uma patrulha deslocou-se ao local e confirmou a ocorrência: o réptil encontrava-se na escadaria do edifício.
Com o apoio de guardas municipais e bombeiros, a serpente foi capturada em segurança e posteriormente entregue a um representante de um abrigo de animais. No entanto, o caso rapidamente ganhou outra dimensão.
Investigação revelou dezenas de animais
Segundo a Euronews, as autoridades suspeitaram que a cobra encontrada poderia não estar sozinha. Essa suspeita levou ao envio de agentes do Departamento de Combate ao Crime Económico e de um perito veterinário para o local.
Durante a operação, foi realizada uma busca em várias áreas do edifício, que culminou numa descoberta surpreendente: 148 pítons estavam a ser mantidas no interior do imóvel.
Condições sob suspeita e detenções
Três homens responsáveis pelos animais foram identificados e interrogados pelas autoridades. Em colaboração com o veterinário, foi feita uma inspeção detalhada às condições em que as serpentes eram mantidas, incluindo aspetos relacionados com o bem-estar animal e a segurança sanitária.
A análise revelou irregularidades, levando à detenção dos suspeitos. Apesar disso, os homens foram posteriormente libertados após os procedimentos legais iniciais.
Investigação em curso e possíveis penas
As pítons apreendidas foram encaminhadas para instituições competentes, onde ficaram sob cuidados especializados. Entretanto, o caso continua a ser investigado pelas autoridades de Cracóvia.
As diligências em curso procuram apurar se houve violação da Lei de Proteção da Vida Selvagem e da legislação sobre bem-estar animal. Caso se confirmem infrações, os responsáveis podem enfrentar penas que variam entre três meses e cinco anos de prisão.
Este caso insólito levanta preocupações sobre a posse ilegal de animais exóticos e reforça a importância da fiscalização no cumprimento das leis de proteção animal.



