Médio Oriente: Secretário Geral da ONU apela a “todos os atores” que respeitem cessar-fogo entre Israel e Líbano

O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou quinta-feira o cessar-fogo entre o Líbano e Israel e apelou a “todos os atores” para o respeitarem “plenamente”, indicou o seu porta-voz num comunicado.

Executive Digest com Lusa

O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou quinta-feira o cessar-fogo entre o Líbano e Israel e apelou a “todos os atores” para o respeitarem “plenamente”, indicou o seu porta-voz num comunicado.


“O secretário-geral saúda o anúncio de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano” assim como o papel dos Estados Unidos para o alcançar, e “espera que este cessar-fogo abra caminho a negociações”, declarou Stéphane Dujarric num comunicado.


O responsável da ONU “apela a todos os atores para respeitarem plenamente o cessar-fogo e para cumprirem as suas obrigações nos termos do direito internacional”, acrescentou, uma formulação que pode visar Israel e o Líbano, mas também o Hezbollah.


Foguetes e tiros soaram na madrugada de sexta-feira em Beirute (ainda quinta-feira em Portugal) e nos seus subúrbios para celebrar a entrada em vigor de um cessar-fogo de dez dias com Israel, que está previsto travar pelo menos temporariamente alguns ataques que deixaram quase 2.200 mortos em poucas semanas.


A partir das 00:00, hora local (21:00 de quinta-feira GMT), o momento estabelecido para o início da trégua, a periferia sul da capital, conhecida como Dahye, registou fortes rajadas de tiros para o ar e até de aparentes lançamentos de mísseis anticarro.

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Este tipo de explosões também foi possível ouvirem-se dentro de Beirute.


O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um cessar-fogo entre o Líbano e Israel que se prolongará por dez dias, após esta semana ter ocorrido em Washington o primeiro encontro direto em décadas entre representantes de ambos os países.


As conversações não incluíram o grupo xiita Hezbollah, único competidor do lado libanês.

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A medida entrou em vigor mais de seis semanas depois do início de uma intensa ofensiva aérea israelita contra o Líbano que, juntamente com uma operação terrestre para tomar toda a faixa fronteiriça, causou pelo menos 2.196 mortos, 7.185 feridos e mais de um milhão de deslocados.

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