Google paga milhões após processo sobre Android: saiba o que estava a acontecer no seu telemóvel

Durante anos, milhões de utilizadores Android podem ter estado a enviar dados para a Google… sem o saberem

Executive Digest

Durante anos, milhões de utilizadores Android podem ter estado a enviar dados para a Google… sem o saberem.

É esta a base de um processo judicial nos Estados Unidos que terminou agora num acordo de cerca de 135 milhões de dólares (aproximadamente 124 milhões de euros), avançado pelo ‘Unilad Tech’ — e que está a levantar novas dúvidas sobre o funcionamento do ecossistema Android.

O que está em causa neste processo?

Tudo começou com uma ação coletiva apresentada na Califórnia — o caso Joseph Taylor et al. v. Google LLC — que acusa a tecnológica de recolher e transmitir informação de dispositivos Android sem autorização dos utilizadores.

Segundo o processo, esses dados eram enviados mesmo quando os telemóveis estavam inativos, consumindo também dados móveis dos utilizadores.

Continue a ler após a publicidade

A Google rejeita as acusações e garante que não cometeu qualquer irregularidade. Ainda assim, aceitou chegar a acordo — prática comum neste tipo de processos nos EUA para evitar anos de litígios.

Um caso que pode afetar mais de 100 milhões de pessoas

O processo abrange um período longo: desde novembro de 2017 até à atualidade.

Continue a ler após a publicidade

Nesse intervalo, estima-se que mais de 100 milhões de utilizadores Android nos Estados Unidos possam ter sido afetados — embora nem todos venham a receber compensação.

E aqui está um ponto importante: este caso não se aplica à Europa ou a Portugal.

Quanto dinheiro está em jogo (e quem fica com ele)

O valor total do acordo é elevado — 135 milhões de dólares — mas isso não significa pagamentos elevados para cada utilizador.

Uma parte significativa será destinada a custos legais, honorários de advogados, despesas administrativas e impostos.

Continue a ler após a publicidade

O valor final que cada pessoa poderá receber dependerá de vários fatores, incluindo o tempo de utilização do dispositivo durante o período em causa.

O que têm de fazer os utilizadores

Para receber qualquer compensação, os utilizadores elegíveis terão de se registar num site oficial do processo, usando códigos enviados diretamente.

O processo ainda não está fechado: o acordo precisa de aprovação final do tribunal, numa audiência marcada para 23 de junho de 2026.

Há também uma data relevante antes disso: até 29 de maio, os utilizadores podem contestar ou excluir-se do acordo.

Mais do que dinheiro, um alerta

Para além da compensação financeira, este caso levanta uma questão mais ampla: até que ponto os utilizadores sabem realmente o que os seus dispositivos fazem?

O Android é frequentemente visto como um sistema mais “aberto” e flexível do que os concorrentes — mas essa liberdade pode trazer riscos menos visíveis.

E este processo mostra precisamente isso: mesmo em segundo plano, há fluxos de dados que continuam a alimentar um dos negócios mais lucrativos do mundo.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.