Cerca de mil elementos das forças de segurança protestam contra cortes nas reformas

Cerca de mil elementos da PSP, GNR, guardas prisionais e Polícia Marítima estão hoje concentrados em frente à residência do primeiro-ministro, em Lisboa, para protestar contra os cortes no cálculo da pensão de reforma, que podem ultrapassar os 30%.

Executive Digest com Lusa

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Lisboa, 16 abr 2026 (Lusa) — Cerca de mil elementos da PSP, GNR, guardas prisionais e Polícia Marítima estão hoje concentrados em frente à residência do primeiro-ministro, em Lisboa, para protestar contra os cortes no cálculo da pensão de reforma, que podem ultrapassar os 30%.


A concentração foi inicialmente marcada pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que congrega estruturas da PSP, GNR, guardas prisionais, ASAE e Polícia Marítima, tendo depois recebido o apoio de outros sindicatos e associações, nomeadamente de sargentos, chefes e oficiais.


Segundo a organização, estão presentes na concentração cerca de 1.000 elementos das forças e serviços de segurança, superando a adesão as expectativas.


O secretário-geral da CPP e presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, disse aos jornalistas que a concentração visa protestar “para o grave erro do corte de pensões previsto em alterações legislativas feitas desde 2005”.

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Para Paulo Santos, está em causa “uma legislação muito penosa, principalmente para os mais jovens, que podem vir a ter cortes superiores aos 40%”.


A contestação entre os elementos das forças e serviços de segurança subiu de tom após a Assembleia da República ter chumbado, no passado dia 27 de fevereiro, iniciativas – apresentadas por Chega e PCP – que visavam aumentar o complemento de pensão de militares das Forças Armadas e GNR, e de pessoal das forças de segurança, assegurando que a reforma correspondia a 90% do último vencimento recebido.


As novas regras para as reformas da GNR, Forças Armadas e polícias visam a convergência com o regime geral, reduzindo as pensões de 90% para cerca de 60%-70% do último ordenado, com cortes que podem atingir ultrapassar os 30%. As alterações dependem da data de inscrição na Caixa Geral de Aposentações e introduzem limites etários (60 anos) e de tempo de serviço.

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