Se gosta de fenómenos raros — daqueles que praticamente ninguém volta a ver duas vezes na vida — este fim de semana traz uma oportunidade única. O cometa C/2025 R3 (PANSTARRS), que só visita o Sistema Solar uma vez a cada 170 mil anos, está a tornar-se visível… e pode mesmo ser observado a olho nu.
Para perceber a escala: de acordo com o ‘IFL Science’, a última vez que este corpo celeste passou por aqui, os humanos estavam a dar os primeiros passos no uso de roupa.
Um visitante raríssimo que está a ganhar brilho
Descoberto em setembro de 2025, quando ainda estava a uma enorme distância do Sol, o cometa começou como um ponto quase invisível no céu. Mas, à medida que se aproxima do periélio — o ponto mais próximo da nossa estrela — tem vindo a brilhar cada vez mais.
Nos últimos meses, a evolução tem sido rápida: passou de um objeto apenas detetável por telescópios para algo que já pode ser visto com binóculos… e, em condições ideais, até a olho nu.
Os astrónomos admitem que o brilho poderá continuar a aumentar nos próximos dias, tornando este um dos momentos mais interessantes para o observar.
O melhor momento é agora (e não dura muito)
A janela de observação é curta — e isso torna o fenómeno ainda mais especial.
Nos próximos dias, o cometa estará visível antes do nascer do sol, mas por volta de 20 de abril ficará demasiado próximo do Sol no céu e deixará de ser observável.
Ou seja: quem quiser vê-lo, tem mesmo de aproveitar este fim de semana.
Como e onde ver o cometa
Para ter hipóteses de o observar, é preciso acordar cedo — idealmente cerca de uma hora antes do amanhecer.
O cometa surge no céu a Este, próximo da constelação de Pégaso, mais concretamente junto ao chamado Grande Quadrado de Pégaso.
A olho nu, poderá parecer uma pequena mancha difusa. Com binóculos, já se distingue melhor a sua forma, e com um telescópio é possível observar detalhes como a coma (a “nuvem” que o envolve) e até a cauda.
Norte vê primeiro, Sul tem de esperar
Os observadores do Hemisfério Norte têm vantagem imediata, com o cometa já visível nas madrugadas. Já no Hemisfério Sul, será necessário esperar mais alguns dias, com melhores condições previstas a partir do final de abril.





