Hoje é dia de greve da Função Pública e protesto da CGTP: Estes são os setores que vão estar a ‘meio-gás’ (ou até mesmo fechados)

A greve convocada para esta sexta-feira, poderá provocar perturbações alargadas em vários setores da administração pública e também do setor privado, num dia marcado por uma manifestação nacional da CGTP em Lisboa contra o pacote laboral em discussão.

Pedro Zagacho Gonçalves

A greve convocada para esta sexta-feira, poderá provocar perturbações alargadas em vários setores da administração pública e também do setor privado, num dia marcado por uma manifestação nacional da CGTP em Lisboa contra o pacote laboral em discussão.

A paralisação, associada à mobilização para o protesto, deverá afetar áreas como educação, saúde, administração local, IPSS, restauração, espetáculos e serviços administrativos, com impacto potencial em milhares de trabalhadores e utentes em todo o país.

Setores abrangidos por pré-avisos de greve
Diversas estruturas sindicais emitiram pré-avisos de greve para coincidir com a manifestação nacional “Abaixo o pacote laboral”, convocada pela CGTP e agendada para as 14h30, com início na zona do Saldanha e término junto à Assembleia da República.

Entre as organizações envolvidas estão o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, bem como a Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT).

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) avançou igualmente com uma greve de âmbito nacional, abrangendo todo o trabalho no dia da paralisação, com o objetivo de permitir a participação no protesto.

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Também o Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE) confirmou a adesão à greve, reforçando a mobilização para a manifestação em Lisboa.

Impacto esperado em escolas, saúde e serviços essenciais
O impacto da paralisação deverá sentir-se sobretudo em serviços públicos essenciais. Estão previstas fortes perturbações em escolas, com possibilidade de encerramentos parciais ou totais, dependendo do nível de adesão dos professores e funcionários, segundo adianta fonte da CGTP à Executive Digest.

No setor da saúde, a greve poderá afetar o funcionamento de centros de saúde e unidades hospitalares, com constrangimentos em consultas programadas e atendimentos não urgentes. Em várias instituições, incluindo misericórdias e IPSS, estão já definidos serviços mínimos.

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Na administração pública, serviços municipais e regionais poderão funcionar de forma condicionada, incluindo atendimento ao público reduzido ou suspenso em alguns casos.

AIMA e atendimento ao público podem ser afetados
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) é uma das entidades que poderá ser afetada pela greve. Ainda não é possível antecipar a dimensão do impacto, mas admite-se que o atendimento possa ser condicionado em algumas unidades.

Os primeiros horários da manhã são apontados como os mais suscetíveis a perturbações, sendo que a partir das 10h será possível avaliar com maior precisão o nível de adesão dos trabalhadores.

Apesar disso, a orientação mantém-se: os utentes devem comparecer aos serviços, ainda que exista a possibilidade de não serem atendidos.

CGTP prevê forte adesão à greve e ao protesto
De acordo com informação avançada à Executive Digest pela CGTP, é esperada “uma forte adesão tanto à greve como à manifestação nacional, num momento de elevada contestação ao pacote laboral” em negociação com o Governo e parceiros sociais.

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A central sindical defende que a proposta em discussão representa um retrocesso nas condições laborais e apelou a uma ampla mobilização dos trabalhadores.

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, já tinha classificado a reforma laboral como um “profundo retrocesso para todos os trabalhadores”, sublinhando a importância da participação no protesto como forma de pressão política.

A mobilização acontece num contexto de reuniões da Concertação Social, onde o Governo discute a reforma laboral com parceiros sociais. No entanto, a CGTP tem criticado a condução do processo, alegando falta de escuta nas negociações paralelas promovidas pelo Ministério do Trabalho.

A UGT, por seu lado, já confirmou que não irá participar no protesto convocado para esta sexta-feira, evidenciando a divisão entre centrais sindicais.

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