A percentagem de empresas que assinalaram diminuições do volume de negócios e do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar manteve-se elevada (80% e 59%, respetivamente), segundo o “Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – COVID-19”, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e Banco de Portugal, esta terça-feira.
O recurso ao layoff simplificado aumentou, correspondendo ao principal fator para a redução do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar, tendo sido assinalado por 54% das empresas (52% na semana anterior).
A situação mais relevante para a redução do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar continuou a ser o layoff simplificado, assinalado por 54% das empresas (52% na semana anterior), seguindo-se as faltas no âmbito do estado de emergência, por doença ou por apoio à família, referidas por 29% das empresas.
Por dimensão, esta proporção continuou a ser maior nas micro empresas e, por setor, no Alojamento e restauração. Em termos de perfil exportador, foram as empresas não exportadoras que mais recorreram ao layoff simplificado.
Excluindo o layoff simplificado, a proporção de empresas que não prevê o recurso a medidas de apoio aumentou na última semana, atingindo proporções entre 48% e 59%, consoante a medida. Entre as medidas consideradas, 13% das empresas já beneficiou da suspensão de obrigações fiscais e contributivas e 10% da moratória ao pagamento de juros e capital de créditos já existentes.
Foi introduzida uma nova característica para análise: empresas com ou sem perfil exportador. Por dimensão, as empresas com perfil exportador são maioritariamente médias ou grandes empresas (65%).
No caso das empresas sem perfil exportador predominam as empresas de reduzida dimensão (63% são micro ou pequenas empresas). Nas empresas com perfil exportador registou-se uma maior proporção de empresas em funcionamento (88% face a 82% nas restantes).
A percentagem das empresas com perfil exportador que referiu diminuições do volume de negócios e do pessoal ao serviço foi ligeiramente superior à média, mas as reduções reportadas foram relativamente menores. O recurso ao layoff simplificado foi assinalado por 47% destas empresas (57% nas empresas sem perfil exportador).
O INE dá ainda nota de que cerca de 12% das empresas recorreram a crédito adicional na semana anterior, sendo esta percentagem superior nas empresas com perfil exportador (15% face a 11% nas restantes). A maioria dos novos créditos
continuou a ser contraída em condições semelhantes às anteriormente praticadas.
A percentagem de empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas que já beneficiou das medidas anunciadas pelo Governo, devido à pandemia, aumentou ligeiramente face à semana anterior, mas continuou a ser reduzida. A percentagem de empresas que planeia beneficiar registou uma diminuição na última semana.
Entre as medidas consideradas, 13% das empresas já beneficiaram da suspensão de obrigações fiscais e contributivas e 10% da moratória ao pagamento de juros e capital de créditos já existentes.
Excluindo o layoff simplificado, a proporção de empresas que continuou a não prever o recurso a medidas de apoio aumentou, atingindo proporções entre 48% e 59%, consoante a medida.
O setor de Alojamento e restauração continuou a registar proporções superiores de empresas que já beneficiaram ou com intenções de beneficiar das medidas de apoio. As empresas com perfil exportador referem em maior proporção o recurso (realizado ou prospetivo) à moratória ao pagamento de juros e capital de créditos já existentes (40%) e o acesso a novos créditos com juros bonificados e garantias do Estado (47%).











