Wall Street espera paz no Médio Oriente e fecha com recordes do S&P500 e Nasdaq

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje tendencialmente em alta, com novos recordes inclusive dos índices S&P500 e Nasdaq, com os investidores a apostarem em novas negociações entre EUA e Irão.

Executive Digest com Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje tendencialmente em alta, com novos recordes inclusive dos índices S&P500 e Nasdaq, com os investidores a apostarem em novas negociações entre EUA e Irão.


O Nasdaq ganhou 1,59%, para uns inéditos 24.016,02 pontos, e o alargado S&P500 também fechou em terrenos até agora desconhecidos, com 7.022,95 unidades, depois de valorizar 1,18%.


O Dow Jones Industrial Average, pelo contrário, encerrou a sessão em baixa, de 0,15%.


“A tendência altista do mercado prosseguiu graças às esperanças de paz no Médio Oriente”, disse Jose Torres, da Interactive Brokers.


Os operadores bolsistas esperam a abertura de novas negociações entre Washington e Teerão, depois de Donald Trump ter garantido na terça-feira qu as negociações poderiam ocorrer “nos dois próximos dias”.

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Trump considerou, por outro lado, que a guerra com o Irão estava “quase acabada”, em entrevista dada à Fox News, garantindo que as autoridades iranianas “querem verdadeiramente chegar a acordo”.


Esta perspetiva travou a subida das cotações do petróleo e aliviou as inquietações na praça nova-iorquina.


Contudo, “a situação geopolítica continua complexa, enquanto Teerão e Washington disputam o controlo do Estreito de Ormuz”, ainda segundo Torres.

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Esta passagem marítima estratégica, pela qual transita em tempo normal cerca de um quinto do petróleo e gás mundiais, está quase paralisada por Teerão depois do início dos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, no final de fevereiro.


“O tráfego nesta importante artéria continua a ser inferior ao normal”, realçou Torres.


Na frente macroeconómica, Wall Street acolheu sem grande movimento o Livro Beje, da Reserva Federal.


Nesta publicação regular sobre as condições económicas nos EUA, o banco central aponta a guerra no Médio Oriente “como uma fonte principal de incerteza que complica a tomada de decisões em matéria de contratações, de definição de preços e de investimentos”.  


 

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