Prevenção Rodoviária saúda intenção do Governo de reativar Brigada de Trânsito

A Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) saudou hoje a intenção do Governo de reativar a Brigada de Trânsito da GNR, considerando que tal contribuirá para reforçar a perceção de que há fiscalização e alterar o comportamento dos condutores.

Executive Digest com Lusa

Lisboa, 15 abr 2026 (Lusa) – A Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) saudou hoje a intenção do Governo de reativar a Brigada de Trânsito da GNR, considerando que tal contribuirá para reforçar a perceção de que há fiscalização e alterar o comportamento dos condutores.


“Parece-me uma boa ideia, que contribui para a redução da sinistralidade, no sentido em que não só vai permitir uma maior fiscalização efetiva, como também aumentar a perceção de fiscalização nos condutores. Isso normalmente tem um efeito benéfico nos comportamentos, na retração dos comportamentos”, reagiu, à Lusa, o presidente da PRP, Alan Areal.


A reativação da Brigada de Trânsito da GNR, extinta há quase 20 anos, foi uma das medidas para reduzir a sinistralidade rodoviária anunciadas hoje pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, a par de “um novo Código da Estrada” e mais fiscalização, com as operações ‘stop’ das forças de segurança a deixarem de ser anunciadas.


A implementação de uma “punição agravada” para a condução sob o efeito do álcool e o aumento do prazo de prescrição para um “limite inédito” serão outras das medidas.


“Ouvi com agrado que uma das prioridades será a otimização do sistema sancionatório”, disse o presidente da PRP, uma vez que “quanto mais próxima do momento da infração for, mais eficaz” a sanção será, o que fará desaparecer o “sentimento de impunidade” nas estradas.

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Lembrando que as coimas e multas “há muitos anos que não são revistas”, Alan Areal apelou ainda a que, no âmbito da revisão que será feita, seja equacionado um sistema em que as sanções sejam proporcionais ao rendimento dos condutores, à semelhança do que acontece na Dinamarca, na Suécia e na Finlândia.


“Duzentos euros para uma pessoa que ganha 800 é uma coisa, 200 euros para uma pessoa que ganha quatro ou cinco mil terá outro impacto”, exemplificou o líder da PRP.


Alan Areal alertou, ainda assim, que embora o quadro “em cima da mesa” seja “muito positivo” e siga “as boas práticas”, “agora vem a parte mais desafiante” da implementação das medidas anunciadas, na qual “Portugal tem sido menos eficaz”.

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