Corticeira Amorim ainda não decidiu distribuição de dividendos. Assembleia realiza-se até 30 de junho

António Rios de Amorim, presidente da Corticeira Amorim, uma das principais exportadoras em Portugal, afirmou que a Assembleia Geral só vai realizar-se quando conhecerem melhor a evolução da pandemia.

Sónia Bexiga

Nesta fase de desconfinamento a prioridade do Governo deverá ser ajudar os setores que mais precisam como é o turismo, o comércio e comércio e pequenas atividades. E saber como pode capitalizar a forma brilhante como está a lidar com esta situação”, afirmou António Rios de Amorim, presidente da Corticeira Amorim, após reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a fim de fazer um ponto de situação quanto ao impacto da pandemia da covid-19, esta segunda-feira.

Sobre o impacto da pandemia, o empresário afirmou que ainda não se faz sentir de forma significativa, com o setor “a não ser particularmente fustigado por esta crise”, porém, admitiu estar expectante quanto à reabertura gradual da restauração, atendendo ao peso relevante que o canal HORECA tem nos números da empresa.

Sobre a distribuição dos dividendos, António Rios de Amorim, presidente de uma das principais exportadoras em Portugal, afirmou ainda, que a Assembleia Geral só vai realizar-se (até finais de junho) quando conhecerem melhor a evolução da pandemia.

“Esta decisão ficou remetida para uma assembleia geral que vai ocorrer até 30 de junho deste ano. Somos uma empresa que se pauta por padrões de extrema prudência financeira e sobretudo prudência na gestão em termos do nosso balanço. Achamos que deveríamos conhecer melhor os impactos do atual momento para tomar essa decisão com mais informação, e atempadamente. Ficou então adiada para uma fase onde acreditamos já teremos visto o pior da crise, em termos económicos, e nessa altura estaremos munidos de muito mais informação”.

Recorde-se que a Assembleia Geral Anual de Acionistas da Corticeira Amorim, que esteve marcada para o dia 20 de abril, foi desconvocada sob a justificação de que existia uma redução significativa das intenções de participação nesta reunião.

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Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a 9 de abril, a mesa da Assembleia Geral, informava ter entendido que não estavam reunidas as condições para manter esta reunião, sobre a qual, desde então, se aguarda uma nova data.

Neste mesmo dia, dava conta ao regulador de ter fechado 2019 com lucros de 75 milhões de euros, o que traduz uma redução de 3,2% face ao ano anterior. Já as vendas aumentaram 2,4% para perto de 780 milhões de euros. O Ebitda consolidado da empresa atingiu os 124,7 milhões de euros, o que compara com os 134 milhões de euros registados em 2018.

Com base nestes resultados, a empresa liderada por António Rios de Amorim propôs a distribuição de um dividendo bruto de 0,185 euros por ação, o mesmo valor pago em 2017 e 2018.

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