A França registou um aumento recorde no desemprego em março passado de 7,1%, face ao registado no mês anterior, o que coloca o número de pessoas registadas nas listas de desemprego em 3.732.500, informou o Ministério do Trabalho, esta segunda-feira.
Num mês, os centros de emprego do país registaram mais 246.100 trabalhadores que perderam a sua atividade, o que se traduz no “maior aumento registado desde o início da série em 1996”, informou o departamento, em comunicado.
Os dados de março, marcados pelo confinamento obrigatório da população desde o dia 17 devido à pandemia da covid-19, atenuaram a boa dinâmica que marcou o início deste ano e deixaram o aumento trimestral do desemprego em 0,8%, com 28 mil novos candidatos.
Este é o primeiro aumento trimestral do desemprego na França desde o terceiro trimestre de 2018, sendo que o ano passado o número de pessoas registadas havia caído 3,3%.
Se todas as categorias de desempregados forem somadas, inclusive as que tiveram alguma atividade, o aumento em março foi de 177.500 pessoas, 3,1% a mais, que é o segundo maior aumento mensal, depois do registado em abril de 2009.
O Ministério indicou que durante esse mês muitos contratos temporários ou de obras não foram renovados devido ao confinamento e os contratos de curto prazo foram interrompidos.
Nos dados trimestrais, se somados os trabalhadores que exercem algum tipo de atividade, o número de inscritos nos centros de emprego foi, em média, de 5.450.300.
O número de desempregados sem atividade aumentou 28 mil no trimestre, mas ainda foi 1,9% inferior à média registada no primeiro trimestre do ano passado.
Em França, mais de 10 milhões de trabalhadores aproveitaram os instrumentos do governo de combate ao desemprego, neste caso a solução de suspensão temporária (lay-off), que representam cerca de metade da massa salarial do país. O que veio a atenuar as inscrições nos centros de emprego.












