O presidente francês Emmanuel Macron, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e a chanceler alemã Angela Merkel uniram-se à Organização Mundial de Saúde (OMS) no lançamento de uma iniciativa que visa acelerar a procura pela vacina e medicamentos contra a Covid-19. Os Estados Unidos, que congelaram o financiamento à OMS, não participam.
«O mundo precisa destes instrumentos e rapidamente», afirmou o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa do organismo, sublinhando que, «no passado, não estiveram disponíveis para todos». «Não se pode permitir que isso aconteça novamente», vincou.
«Esta é uma união marcante para acelerar o desenvolvimento, produção e distribuição equitativa de vacinas, diagnósticos e tratamentos para a Covid-19. (…) O nosso compromisso comum é assegurar que todas as pessoas tenham acesso a todas as ferramentas para derrotar a Covid-19», disse.
Tedros sublinhou ainda: «Cada um de nós está a fazer um grande trabalho, mas não podemos trabalhar sozinhos. Estamos a unir-nos para trabalhar novas formas de identificar desafios e soluções».
A Aliança para Vacinas GAVI, uma parceria pública-privada, revelou à “Reuters” que estão, neste momento, a ser produzidas uma centena de potenciais vacinas. Seis seis já na fase de ensaios clínicos.
Há um português que se voluntariou para ser cobaia de vacina contra o coronavírus
O português Valentim Roque faz parte dos 800 voluntários que vão ser cobaias de ensaios clínicos para testar a eficácia de uma vacina contra a Covid-19, desenvolvida em pouco mais de três meses, pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.
Valentim Roque vai esta sexta-feira a uma consulta e nas próximas semanas será injectado com a vacina. Cada voluntário receberá cerca de 625 libras (aproximadamente 715 euros) se levar o ensaio até ao fim.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Press”, às 11 horas, a partir de dados oficiais, a pandemia de Covid-19 já provocou 190.989 mortos e infectou mais de 2,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios, com mais de 720 mil doentes considerados curados.
Nas últimas 24 horas, o número de casos de infecção por coronavírus subiu para 22.797, mais 444, e o de vítimas mortais para 854 (+34), revela o boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta sexta-feira, dia 24 de Abril.
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».
*Notícia actualizada às 16:04













