Há um português que se voluntariou para ser cobaia de vacina contra o coronavírus

O português Valentim Roque faz parte dos 800 voluntários que vão ser cobaias de ensaios clínicos para testar a eficácia de uma vacina contra a Covid-19, desenvolvida em pouco mais de três meses, pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Executive Digest

O português Valentim Roque faz parte dos 800 voluntários que vão ser cobaias de ensaios clínicos para testar a eficácia de uma vacina contra a Covid-19, desenvolvida em pouco mais de três meses, pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Questionado sobre o porquê de se ter voluntariado, Valentim Roque disse, em entrevista à “CMTV”, disse que a sua motivação é ajudar. Candidatou-se numa base de dados, porque pareceu-lhe ser uma «hipótese que não podia recusar». «Não há muita gente que se pode gabar de dizer que ajudou muitas», sublinhou. «O dinheiro é sempre bom, não posso negar. Mas mesmo que não oferecessem dinheiro certamente faria isto na mesma», vincou, acrescentando que «não há mais uma oportunidade como esta».

Valentim Roque vai esta sexta-feira a uma consulta e nas próximas semanas será injectado com a vacina. Metade dos voluntários vai receber a vacina contra a Covid-19, a outra metade uma vacina que protege contra a meningite. 

Cada voluntário receberá cerca de 625 libras (aproximadamente 715 euros) se levar o ensaio até ao fim.

Valentim explica que os efeitos poderão ser sintomas de gripe durante dois ou três dias. Porém, foi alertado de que poderão existir efeitos secundários mais «raros e mais severos».

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«Todos nós estamos a fazer o nosso papel. Eu estou a fazer o meu. Acho que é óptimo as pessoas voluntariarem-se para ensaios clínicos. Mais pessoas deviam fazê-lo», considerou ainda. «Tentei trazer pessoas comigo», disse.

Portugal regista já 22.353 casos de infecção pelo novo coronavírus, mais 371 do que ontem, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta quinta-feira, que dá conta de 820 vítimas mortais (+35).

O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».

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A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Press”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 190 mil mortos e infectou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios, com mais de 708 mil doentes considerados curados.

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