Jogos Santa Casa: Marcas de hábitos e afectos: a construção da confiança

Os Jogos Santa Casa reforçam a sua liderança no sector do jogo, com euromilhões, totoloto e raspadinha no top 3 do repscore 2026. A distinção reflecte a credibilidade, a integridade e o impacto social de marcas próximas dos portugueses

Executive Digest

Os Jogos Santa Casa reforçam a sua liderança no sector do jogo, com euromilhões, totoloto e raspadinha no top 3 do repscore 2026. A distinção reflecte a credibilidade, a integridade e o impacto social de marcas próximas dos portugueses.

A reputação é hoje um dos principais activos estratégicos num sector marcado pela agressividade comercial e pela multiplicidade de operadores. Neste contexto, os Jogos Santa Casa voltam a destacar- se no RepScore 2026, sendo que Euromilhões, Totoloto e Raspadinha ocupam o Top 3 da categoria “Betting”. Esta distinção reforça o reconhecimento público da credibilidade, integridade, transparência e relevância social das suas marcas.

Para Ricardo Lavos, director geral dos Jogos Santa Casa, a distinção é um motivo de grande orgulho e confiança no trabalho desenvolvido até agora e traduz o reconhecimento da instituição «como um operador de excelência ». Mais do que um resultado pontual, este resultado demonstra «a importância de valores como a integridade e a credibilidade com que nos posicionamos num mercado saturado». Segundo o responsável, os Jogos Santa Casa distinguem-se «pela qualidade e pela garantia de uma oferta segura e credível», mantendo-se «intrinsecamente ligados aos princípios fundacionais da SCML» e transformando a actividade do jogo «em valor social através das Boas Causas».

Identidade diferenciada

A liderança reputacional sustenta-se, igualmente, na identidade própria de cada marca. A Raspadinha, explica, destaca-se «pela emoção do prémio imediato», combinando uma presença forte na rede de mediadores com uma enorme variedade de temas e preços, capaz de se adaptar a diferentes perfis de apostadores. A dinâmica de emissões sazonais — do Natal ao Ano Novo Chinês — garante que a experiência se mantém «sempre actual e surpreendente».

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Já o Euromilhões representa a grandiosidade e o sonho europeu, afirmando-se como «uma marca de referência absoluta», enquanto o Totoloto ocupa «um lugar especial no coração dos portugueses». Para Ricardo Lavos, se o primeiro atrai pela «dimensão astronómica dos prémios», o segundo conquista «pela autenticidade», democratizando o acesso a prémios de sonho com um custo reduzido e gerando confiança pela familiaridade e pela simplicidade que o caracteriza.

A comunicação é outro eixo central na construção de reputação das marcas. «Mais do que marcas de jogo, temos marcas de hábitos e afectos», sublinha Ricardo Lavos. Apoiados numa comunicação que privilegia a emoção e a identificação, a narrativa ganha um papel preponderante: «Ao utilizarmos o storytelling, damos um rosto humano à promessa de mudar de vida. Não comunicamos apenas números ou sorteios; partilhamos imaginários», refere.

São as conversas à mesa, os planos feitos em família e o humor que dão vida às marcas, adianta, e é esta abordagem humanizada, honesta e de proximidade que reforça a confiança na instituição e permite que a promessa de mudança de vida seja percepcionada de forma ética e responsável, ligando sempre o sucesso individual ao propósito colectivo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

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Num sector frequentemente em debate público, esta solidez reputacional opera também como alicerce. «Uma reputação sólida funciona como um activo de confiança que minimiza percepções negativas», afirma o director geral dos Jogos Santa Casa, acrescentando que este capital reputacional é o que permite à instituição continuar a investir em inovação e na melhoria da experiência de jogo, assegurando que a proximidade com o público é vista como «um compromisso autêntico e não apenas comercial».

Inovação como estratégia

A relevância das marcas dos Jogos Santa Casa tem sido sustentada por uma «estratégia de diversificação da oferta, omicanalidade e digitalização », assegura. A Raspadinha, por exemplo, expandiu-se para o ecossistema digital, com jogos exclusivos no Portal e na App JSC, oferecendo uma dinâmica de interactividade distinta do canal tradicional.

A transformação é também visível na desmaterialização das apostas: a app JSC permite uma experiência seamless, eliminando o suporte em papel através de apostas rápidas e registo via QR Code nos pontos de venda. No caso do Euromilhões e do Totoloto, a inovação surge ainda em «campanhas de marketing dinâmicas e iniciativas promocionais baseadas em dados», que impulsionam vendas e rejuvenescem a percepção das marcas junto de novos segmentos de apostadores.

Por outro lado, a modernização tecnológica dos cinco mil mediadores, agora equipados com terminais que permitem a leitura do Cartão de Cidadão, assegura «uma operação mais ágil e segura» e a verificação automática da maioridade, reforçando «o compromisso inabalável com o Jogo Responsável em todos os canais».

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Dimensão comercial e bem comum

Num mercado em que o canal online representa actualmente cerca de sete vezes o jogo de base territorial, o equilíbrio entre ambição comercial e responsabilidade social é determinante. Assim, perante a «expansão e ‘agressividade’ comercial e publicitária do mercado de apostas online», os Jogos Santa Casa continuam a afirmar-se como uma referência de conduta ética. O Jogo Responsável, frisa, «não é apenas uma obrigação, mas um valor intrínseco à identidade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa» e «um pilar da gestão diária do portefólio».

Desde meados da década de 2000, a instituição tem consolidado uma política de melhoria contínua nesta matéria, com formação especializada para colaboradores e mediadores, design ético dos jogos, publicidade consciente, mecanismos de autoprotecção nos canais digitais e a garantia de total transparência relativamente a regras, riscos e acesso a apoio psicológico. Mesmo num contexto em que o online domina o sector, os Jogos Santa Casa ocupam as três primeiras posições em reputação de marca, reforçando «a nossa relevância na sociedade».

Essa relevância traduz-se, ainda, na sua dimensão social. O portefólio dos Jogos Santa Casa desempenha, aliás, «um papel duplo e indissociável: o entretenimento e o impacto social». Ao canalizar a procura de apostas para uma oferta regulada e ética, a SCML combate o jogo ilegal e protege o património das famílias portuguesas. «Mais do que gerar receitas, este modelo assegura uma economia circular de valor social: o investimento dos apostadores regressa à sociedade, seja através do pagamento de prémios, seja mediante a distribuição de resultados por um vasto conjunto de beneficiários, financiando as Boas Causas em todo o território nacional e a actividade da Misericórdia de Lisboa», reforça.

O futuro, admite Ricardo Lavos, dependerá do equilíbrio entre «excelência operacional e comunicação de impacto». A reputação global dos Jogos Santa Casa e das marcas que compõem o seu portefólio será definida «pela sua relevância emocional», num contexto em que as gerações mais jovens exigem «transparência e propósito».

Nesse sentido, a prioridade estratégica é tornar visível o destino de cada euro apostado, reforçando a ligação entre o jogo e os projectos sociais financiados. Nas palavras do director geral dos Jogos Santa Casa, a estratégia está bem definida: «Comunicar com intensidade a nossa contribuição para a sociedade e adoptar um posicionamento de ‘Bem Comum’ em todos os pontos de contacto será o diferencial que manterá os JSC como a escolha preferencial e ética dos portugueses».

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Reputação”, publicado na edição de Março (n.º 240) da Executive Digest.

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