EDP e sindicatos acordam subida salarial entre 60 e 100 euros

A EDP e as estruturas sindicais chegaram a acordo para a atualização da tabela salarial de 2026, que prevê aumentos médios de 2,5%, garantindo um mínimo de 60 euros e um máximo de 100 euros.

Executive Digest com Lusa

A EDP e as estruturas sindicais chegaram a acordo para a atualização da tabela salarial de 2026, que prevê aumentos médios de 2,5%, garantindo um mínimo de 60 euros e um máximo de 100 euros.

“O processo de negociação anual de revisão da tabela salarial do grupo EDP foi concluído esta semana com acordo das estruturas sindicais, prevendo aumentos salariais, em média, de 3% (entre 2,5% e 5%), garantindo-se um mínimo de 60 euros e máximo de 100 euros”, segundo fonte oficial da empresa.



Em comunicado, o Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (SINDEL) indicou que aceitou a proposta da empresa de aumento de 2,4% da tabela salarial nas cláusulas de expressão pecuniária, com um mínimo de 60 euros e um máximo de 100 euros.

Segundo o sindicato, o acordo foi alcançado em reunião plenária e em encontros bilaterais com a empresa, no âmbito da negociação da atualização salarial para 2026.

O SINDEL acrescenta que o entendimento inclui ainda alterações em alguns benefícios, nomeadamente o aumento do benefício de energia para 914 euros para trabalhadores abrangidos pelo plano EDP Flex e para 1.752 euros para trabalhadores abrangidos pelo ACT/EDP 2000, bem como a atualização do limite mínimo anual da componente flexível do plano EDP Flex para 1.200 euros.

O sindicato refere ainda que “desafiou a empresa a ir além da distribuição dos lucros e atribuir, no segundo semestre, um prémio extraordinário aos trabalhadores que ajude a fazer face às dificuldades que se avizinham e que resultam dos atuais conflitos geopolíticos. É um desafio que deixámos na mesa e temos a convicção que a empresa tem capacidade para assumir”.

Já a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêuticas, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal) referiu que o processo negocial foi concluído na quarta-feira, considerando que o resultado alcançado fica “longe do extraordinário”.

Ainda assim, a federação sindical sublinha que foi possível chegar a um acordo que garante aumentos não inferiores à inflação e um valor médio “bem acima” deste indicador, acrescentando que a atualização salarial será paga com efeitos retroativos a janeiro de 2026.

“Depois das várias reuniões, continuamos a ter uma administração que pugnou por reter capital em vez de o reinvestir ao máximo nas suas pessoas, os trabalhadores que geram esse capital. Conseguimos, no entanto, chegar a um acordo para aumentos não inferiores à inflação e com um valor médio bem acima da inflação”, lê-se no comunicado publicado no site da Fiequimetal.

O acordo mantém ainda regras de distribuição de resultados idênticas às aplicadas em 2025.

A EDP fechou 2025 com um resultado líquido de 1.150 milhões de euros, um aumento de 44% face aos cerca de 800 milhões de euros registados no ano anterior, enquanto o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) subiu 5%, para 5.028 milhões de euros.

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