O primeiro-ministro, António Costa, entende que a realização de testes serológicos é «manifestamente prematura». «Só faz sentido em comunidades em que haja alta taxa de contaminação e onde, aí sim, pode haver elevada taxa de imunização», defendeu o chefe do Governo, que falava no debate quinzenal, no Parlamento.
Costa lembrou ainda que «os especialistas não deram uma resposta cabal de que quem foi contaminado não volta a estar contaminado». Mas, sublinhou, «há pelo menos uma coisa que sabemos: que temos uma taxa de casos de cerca de 0,2%. Admitamos que o número de positivos assintomáticos duplica… Isso significa 2% da população».
O governante disse que se trata, aliás, de «um grande investimento», que deve ser guardado para uma fase em que haja um maior número de imunização. «Neste momento, não creio que iria aumentar a nossa segurança», insistiu.
Portugal conta já com 21.982 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 785 óbitos, segundo o boletim epidemiológico da Direção Geral da Saúde desta quarta-feira, dia 22 de Abril.
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».
A pandemia de Covid-19 já matou 178 pessoas e há quase 2,5 milhões de infectados em 193, segundo o mapa interactivo da universidade John Hopkins.
*Notícia actualizada às 17:02











