O movimento Fim ao Fóssil convocou para esta segunda-feira um dia de mobilização climática em Lisboa, coincidindo com a tomada de posse de António José Seguro como Presidente da República. A agenda inclui greve às aulas, manifestações e uma assembleia popular, com o objetivo de pressionar o novo chefe de Estado a assumir compromissos mais firmes no combate às alterações climáticas.
As iniciativas começam de manhã com uma greve estudantil e um protesto que parte às 09h30 do Largo do Rato em direção à Assembleia da República, onde decorre a cerimónia de posse presidencial.
Protestos prolongam-se até à noite
O movimento prevê ainda uma segunda concentração ao final da tarde, desta vez em frente ao Palácio de Belém. O protesto está marcado para as 18h30 e deverá reunir estudantes, trabalhadores e reformados. Pelas 19h30, os organizadores convocaram uma assembleia popular para discutir as reivindicações do movimento.
A mobilização surge no mesmo dia em que decorrem as celebrações da entrada em funções do novo Presidente da República.
Movimento critica ausência de compromissos climáticos
Os ativistas acusam António José Seguro de não responder às exigências de milhares de jovens que pedem o fim dos combustíveis fósseis até 2030.
Segundo o movimento, foi enviada uma carta assinada por estudantes a defender essa meta, mas o novo Presidente não assumiu um compromisso claro nesse sentido.
Filipe Antunes, estudante de 18 anos e um dos porta-vozes da mobilização, afirma que o novo chefe de Estado deveria ouvir as preocupações da juventude.
“Se Seguro de facto se preocupa com os jovens e com as consequências da crise climática, então ouviria os milhares de estudantes que assinaram a carta a exigir o fim dos combustíveis fósseis até 2030”, defende.
Tempestades usadas como exemplo da crise climática
No manifesto que convoca o protesto, os organizadores referem também os estragos provocados recentemente pelo mau tempo em várias regiões do país, incluindo a região Centro.
Para os ativistas, episódios como os associados à depressão Kristin demonstram que a crise climática já tem impacto direto em Portugal.
“O que aconteceu em Leiria e no centro do país não é normal. Não deixamos que isto se torne o normal”, lê-se no manifesto.
Mobilização organizada por movimentos climáticos
A manifestação com o lema “A nossa vida não está à venda” é convocada pela Greve Climática Estudantil e pelo movimento Climáximo, duas das principais organizações de ativismo climático em Portugal.
Os organizadores afirmam que o objetivo da mobilização é pressionar o novo ciclo político a assumir medidas mais ambiciosas para reduzir as emissões e acelerar a transição energética.














