A Fitch melhorou hoje avaliação do risco do Novo Banco por considerar que a instituição, após a compra pelo grupo BPCE, passou a beneficiar “de uma probabilidade muito elevada de apoio acionista, que possui um ‘rating’ superior”.
De acordo com a informação prestada ao mercado pelo Novo Banco, a agência de notação de risco melhorou o ‘Long-Term Issuer Default Rating’ (IDR) em dois níveis, de ‘BBB’ para ‘A-‘, e aumentou o ‘rating’ da dívida sénior preferencial de longo prazo, de ‘BBB’ para ‘A-‘.
A Fitch retirou também o ‘Rating Watch Positive’ e atribuiu um ‘Shareholder Support Rating’ (SSR) de ‘A-‘ ao banco português.
Classificou ainda como “Estável” o’Outlook do Long-Term Issuer Default Rating’ (IDR).
A Fitch destaca que o ‘Long-Term IDR’ e o ‘SSR’ do Novo Banco se situam um nível abaixo do ‘Long-Term IDR’ do grupo francês BPCE, “refletindo a importância estratégica” da recente aquisição.
Já o ‘Viability Rating’ (VR) mantém-se inalterado, uma vez que a operação de aquisição não tem impacto imediato no perfil de crédito autónomo do banco nacional.
A agência assinala a expectativa de que o Novo Banco venha a ser gradualmente integrado no grupo bancário francês, beneficiando “do perfil de financiamento e da experiência de negócio do grupo, mantendo simultaneamente independência operacional”.
A venda do Novo Banco foi hoje concluída por 6.700 milhões de euros ao grupo francês BPCE.
Com a operação, a Lone Star encaixou cerca de 5.000 milhões de euros, além dos dividendos já recebidos.
Já o Estado português (que até hoje tinha 25%) encaixou 1.673 milhões de euros, o que somados aos dividendos já recebidos permitem ao Estado recuperar cerca de 2.000 milhões de euros injetados na instituição.
Segundo cálculos feitos pela Lusa, a resolução do BES já custou cerca de 8.000 milhões de euros aos cofres públicos (resultado, sobretudo, da capitalização inicial do Novo Banco e das recapitalizações feitas pelo Fundo de Resolução).












