Em Portugal, há 35 mil idosos a viver em 3.500 lares ilegais, onde não há planos de contingência para a Covid-19 nem equipamentos adequados, revela um estudo da Associação de Apoio Domiciliário, de Lares e Casas de Repouso de Idosos (ALI), esta quarta-feira citado pelo “Jornal de Notícias” (JN).
Para o presidente da ALI, estas residências ilegais são «um perigo muito maior do que os lares em situação legal» e correm o risco de «tornar-se um grave problema de saúde pública». «As casas clandestinas são normalmente um risco ainda pior, porque são estruturas muito incipientes, com pouco conhecimento técnico, sem formação e com poucos meios pessoal e equipamento», referiu ao jornal o presidente da ALI.
Contactada pelo “JN”, a Segurança Social – que tem como função fiscalizar os lares e residências de idosos – disse que «não existe conhecimento do total de equipamentos ilegais a funcionar», uma vez que a actividade destas infraestruturas é ilegal. «A Segurança Social tem conhecimento dos casos em que intervém/fiscaliza. Não temos qualquer estudo que nos permita avançar com estimativas», afirmou.
A Segurança Social garantiu, ainda assim, que está a trabalhar «com as demais autoridades, como Câmaras Municipais, Proteção Civil, Emergência, entre outras, de forma a salvaguardar a protecção dos idosos, dos trabalhadores e restante comunidade», fazendo o levantamento das infraestruturas ilegais existentes, a começar por aquelas que já foram alvo de alguma denúncia.




