Navio da frota fantasma da Rússia afunda-se no Mediterrâneo após incêndio

A Líbia anunciou hoje o naufrágio em águas territoriais do país de um transportador de gás natural liquefeito da chamada frota fantasma, usada pela Rússia para contornar sanções internacionais, após um incêndio repentino.

Executive Digest com Lusa

A Líbia anunciou hoje o naufrágio em águas territoriais do país de um transportador de gás natural liquefeito da chamada frota fantasma, usada pela Rússia para contornar sanções internacionais, após um incêndio repentino.

A Autoridade Portuária e de Transporte Marítimo da Líbia disse num comunicado que recebeu um pedido de socorro do navio Artic Metagaz, que mencionava explosões repentinas seguidas de um “incêndio maciço, que acabou por provocar o seu naufrágio total”.

A autoridade não forneceu detalhes sobre as causas do incêndio.

O centro de socorro líbio confirmou o resgate bem-sucedido dos 30 tripulantes, que se encontram em bom estado de saúde, em cooperação com o homólogo de Malta.

O incidente ocorreu a 130 milhas náuticas (240 quilómetros) a norte do porto de Sirte, quando fazia a viagem do porto de Murmansk, na Rússia, para o porto de Port Said, no Egito.

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O Artic Metagaz é um dos quase 600 navios sancionados pela União Europeia com a proibição de acesso a portos europeus e de prestação de uma ampla gama de serviços relacionados com o transporte marítimo.

No domingo, o vice primeiro-ministro da Bélgica, Maxime Prévot, anunciou que as forças especiais intercetaram um navio pertencente à designada frota fantasma da Rússia no Mar do Norte.

O ministro da Defesa, Theo Francken, tinha declarado numa mensagem anterior que o petroleiro foi “escoltado até ao porto de Zeebrugge, onde será apreendido”.

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A Rússia tem utilizado uma frota de petroleiros antigos e de propriedade obscura para contornar as restrições impostas às suas exportações de petróleo bruto após a invasão da Ucrânia, em 2022.

A União Europeia incluiu centenas destes navios na ‘lista negra’, num esforço para enfraquecer a capacidade de financiamento de guerra de Moscovo.

A operação foi feita em conjunto com países parceiros do G7, dos países nórdicos e do Báltico, e em coordenação com a França.

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