Lucro da multinacional Thales sobe 6% para 2.005 ME em 2025

A Thales registou um lucro ajustado de 2.005 milhões de euros no ano passado, o que representa um crescimento de 6% em relação a 2024, anunciou hoje o grupo de eletrónica de sistemas aeronáuticos e de defesa.

Executive Digest com Lusa
Março 3, 2026
13:47

A Thales registou um lucro ajustado de 2.005 milhões de euros no ano passado, o que representa um crescimento de 6% em relação a 2024, anunciou hoje o grupo de eletrónica de sistemas aeronáuticos e de defesa.


Esse lucro inclui o imposto excecional aplicado às grandes empresas na França, no valor de 75 milhões de euros, sem o qual o aumento teria sido de 9%, destacou a Thales em comunicado.


O resultado operacional líquido (EBIT) atingiu 2.740 milhões de euros, um aumento de 14%, enquanto a faturação subiu 9%, situando-se em 22.136 milhões de euros, com uma evolução desigual de acordo com os setores de atividade.


No negócio de defesa, as receitas aumentaram 11,5% para 12.234 milhões e no setor aeroespacial 8%, para 5.910 milhões.


 Na atividade cibernética e digital, as receitas caíram 4,3% para 3.852 milhões, uma descida justificada pelos efeitos negativos das variações cambiais.


A Thales destacou que no ano passado recebeu encomendas no valor de 25.264 de euros, o que representou um aumento em termos equivalentes de 1% relativamente ao “nível recorde” que tinha alcançado em 2024.


Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO), Patrice Caine, classificou 2025 como “um ano muito bom” para a empresa, com encomendas que, pelo segundo ano consecutivo, ultrapassaram o limiar dos 25.000 milhões de euros e que ilustram “uma forte dinâmica comercial, a excelência do portfólio de produtos e soluções e a confiança dos clientes e parceiros”.


A administração tenciona propor o pagamento de um dividendo de 3,90 euros por ação a título de 2025 (20 cêntimos a mais do que no ano passado), o que representaria 40% do resultado líquido ajustado.


Para este ano, os objetivos da empresa passam por conseguir encomendas superiores ao volume de negócios, que, por sua vez, deverá crescer em termos comparáveis entre 6% e 7%, devendo oscilar entre 23,3 e 23,6 mil milhões de euros.


Para 2026, a empresa pretende ainda alcançar uma margem EBIT ajustada entre 12,6% e 12,8%, em comparação com 12,4% em 2025.


 

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