Irão: EUA pede aos seus cidadãos que abandonem 14 países do Médio Oriente devido a ‘graves riscos’

O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu hoje aos seus cidadãos para deixarem imediatamente 14 países e territórios do Médio Oriente devido a “graves riscos” para a sua segurança, na sequência da guerra contra o Irão.

Executive Digest com Lusa
Março 3, 2026
0:18

O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu hoje aos seus cidadãos para deixarem imediatamente 14 países e territórios do Médio Oriente devido a “graves riscos” para a sua segurança, na sequência da guerra contra o Irão.


Num comunicado partilhado nas redes sociais, o Departamento de Estado recomenda “sair agora por meios comerciais, devido a graves riscos de segurança,” do Bahrein, Kuwait, Egito, Líbano, Irão, Omã, Iraque, Qatar, Israel, Cisjordânia e Gaza, Arábia Saudita, Síria, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Iémen.  


O Irão está a responder à operação Fúria Épica com o lançamento de drones e mísseis contra instalações norte-americanas em diferentes países do Médio Oriente.  


Por sua vez, em países como o Iraque, têm ocorrido tentativas de grupos de pessoas de atacar a embaixada, o que obrigou a polícia a intervir.  


Algumas embaixadas dos Estados Unidos nos 14 países e territórios referidos já publicaram mensagens específicas recomendando aos seus cidadãos que se retirem o mais breve possível.  


A embaixada norte-americana no Líbano, por exemplo, insta os norte-americanos a abandonar o país “imediatamente, enquanto ainda existam opções de voos comerciais disponíveis” já que a situação de segurança “é instável e imprevisível”.


 “Recomendamos a quem decidir não sair [do país] que prepare planos de contingência para situações de emergência e esteja preparado para se refugiar no local se a situação se deteriorar ainda mais”, acrescenta a mensagem da representação dos Estados Unidos no Líbano.


Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.


O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.


Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.


ATR // RBF


Lusa/Fim


 

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