Conheça as propostas dos países da UE para responder à crise da Covid-19

Ainda que a UE tenha encontrado algumas medidas para ajudar os países na crise da Covid-19, todos consideram que não serão suficientes. Na procura de uma resposta mais vigorosa, alguns países sugerem formas de resposta à crise.

Simone Silva

Ainda que a União Europeia (UE) já tenha estabelecido a implementação de determinadas medidas para ajudar os países na crise da Covid-19, nomeadamente no que diz respeito à criação de linhas de crédito financiadas até 540 mil milhões de euros, alguns consideram que não são suficientes, sugerindo por isso uma resposta mais vigorosa, com ideias que pretendem ajudar os mais afectados a recuperar da situação vivida actualmente.

Conheça agora a sugestões dos países da UE, avançadas pelo jornal ‘Negócios’.

Espanha defende uma dívida perpétua

Espanha propõe uma mobilização de 1,5 biliões de euros. Um valor próximo do PIB italiano, que faz duplicar o valor dos instrumentos previstos actualmente. O financiamento seria feito através da emissão de dívida em mercado. Uma dívida perpétua que não seria de nenhum país em particular, mas sim da União Europeia. Os países europeus ficariam a pagar juros por esta dívida a quem a comprasse.

O país sugere que o montante seja distribuído consoante a necessidade, tendo em conta o abalo económico da pandemia de Covid-19. A percentagem de população afectada pela covid-19, a queda do PIB, ou o aumento dos níveis de desemprego são alguns dos indicadores apontados.

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Itália e França apostam nos ‘coronabonds’ (defendidos também por Portugal): 

Apesar de ainda não estarem apurados os montantes em causa, o objetivo é financiar os países mais afectados pela pandemia, nomeadamente Itália, França e Espanha. A proposta dos ‘coronabonds’ consiste na emissão de títulos de dívida em nome de todos os Estados-membros, que ficariam solidariamente responsáveis pelo seu pagamento.

O seu próprio nome tem implícita a ideia de que o financiamento teria somente o objectivo de combater as dificuldades que resultam da pandemia, não financiando outras iniciativas. As emissões seriam feitas de acordo com as necessidades de cada país.

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A Comissão Europeia propõe uma espécie de dívida comunitária 

Pablo Gentiloni, comissário europeu para os Assuntos Económicos, falou na necessidade de mobilizar um bilião de euros para apoiar o período que se segue à pandemia. Ainda que a ideia não esteja totalmente clara, a ideia consiste no endividamento da Comissão Europeia, baseado em garantias dadas pelos países da União Europeia, segundo Gentiloni, a própria presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a comissária Elisa Ferreira.

Deve funcionar como uma espécie de dívida comunitária, com garantia dos Estados-membros, dada tendo por base no Orçamento da União Europeia, cujas verbas seriam enquadradas no quadro de financiamento plurianual da União Europeia. Contudo, não se sabe se este teria de ser completamente redesenhado, para que países que são agora fortes receptores mas que não foram tão atacados pela pandemia do novo coronavírus, não acabem por receber um aumento de verbas superior.

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