Caso Epstein: Bill Gates admite casos extraconjugais com duas russas mas diz que nunca fez nem viu “nada de ilícito”

O fundador da Microsoft, Bill Gates, reconheceu ter mantido dois casos extraconjugais com mulheres russas, garantindo, contudo, que nunca praticou nem testemunhou “nada de ilícito”.

Pedro Zagacho Gonçalves

O fundador da Microsoft, Bill Gates, reconheceu ter mantido dois casos extraconjugais com mulheres russas, garantindo, contudo, que nunca praticou nem testemunhou “nada de ilícito”. As declarações foram feitas num encontro com funcionários da Fundação Gates, numa intervenção em que também pediu desculpa pelas suas ligações ao falecido Jeffrey Epstein.

O nome do empresário tem sido associado aos chamados ficheiros de Epstein, que continuam a ser divulgados pela justiça norte-americana. Segundo o Wall Street Journal, Gates aproveitou a reunião interna para abordar diretamente o tema e esclarecer a natureza dos seus contactos com o financeiro norte-americano, condenado por crimes sexuais.

Durante a intervenção, Bill Gates confirmou ter tido dois envolvimentos fora do casamento. “Tive dois casos extraconjugais, um com uma jogadora de bridge russa, que conheci em torneios, e outro com uma física nuclear russa, que conheci em atividades profissionais”, afirmou, citado pelo jornal norte-americano.

O empresário garantiu ainda que Jeffrey Epstein teve conhecimento dessas relações através de Boris Nikolic, antigo conselheiro científico de Gates.

Apesar da admissão dos casos, sublinhou que nunca cometeu qualquer irregularidade: assegurou que não fez nem presenciou “nada de ilícito”.

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Gates foi perentório ao afirmar que as mulheres com quem se envolveu não tinham qualquer ligação a Epstein ou às vítimas do financeiro. “Que fique claro, nunca estive com qualquer uma das vítimas ou com as mulheres que o rodeavam!”, declarou.

Reconheceu, no entanto, que o relacionamento com Epstein foi um erro: “Foi um erro tremendo passar tempo com Epstein. E peço desculpas às pessoas que foram arrastadas para isto devido ao erro que cometi.”

O fundador da Microsoft revelou que conheceu Epstein em 2011 e que mantiveram contacto durante algum tempo, mesmo depois de Melinda Gates, então sua mulher, ter manifestado reservas quanto à relação.

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“Saber tudo o que sei agora torna tudo cem vezes pior, não só em relação aos crimes que ele cometeu no passado, mas também porque está claro que houve uma conduta inadequada contínua”, admitiu. Sobre a ex-mulher acrescentou: “Para ser justo, ela sempre foi meio cética em relação a Epstein”.

O nome de Bill Gates surge em emails atribuídos a Epstein. Num desses registos, o financeiro afirmava que o fundador da Microsoft lhe teria pedido antibióticos para administrar secretamente a Melinda Gates, por recear ter contraído uma doença sexualmente transmissível.

O empresário já negou estas alegações. Na reunião com os funcionários da fundação, reiterou a sua posição e procurou esclarecer o contexto dos seus contactos com Epstein.

Gates explicou que se encontrou com Epstein em vários locais, incluindo Alemanha, França, Nova Iorque e Washington. Contudo, garantiu que “nunca” visitou a ilha privada associada ao financeiro.

Acrescentou que Epstein mantinha relações próximas com numerosos bilionários, circunstância que levou Gates a acreditar que poderia contar com o seu apoio para angariar fundos destinados às causas promovidas pela Fundação Gates.

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