Pelo menos 12 pessoas morreram hoje em ataques israelitas no sul e leste do Líbano, com Israel a alegar ter visado centros de comando do Hezbollah e do grupo palestiniano Hamas.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANI) divulgou que só no edifício em Riyaq, o número de mortos subiu para 10, com aproximadamente 30 feridos, embora as equipas de resgate ainda procurem mais possíveis vítimas presas nos escombros.
Fonte do Hezbollah adiantou à agência France-Presse (AFP) que um comandante militar do movimento pró-Irão estava entre as vítimas dos ataques no Vale do Bekaa, no leste do país, onde o Exército israelita já tinha anunciado ter atacado “centros de comando do Hezbollah”.
Antes, duas pessoas morreram num ataque aéreo israelita no campo de refugiados palestinianos de Ain el-Hilweh, no sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês.
Um fotógrafo da AFP no local viu fumo a sair de uma pequena casa atingida numa zona do densamente povoado campo palestiniano, o maior do Líbano.
Segundo a ANI, o ataque foi realizado por drone.
O Exército israelita indicou que teve como alvo “um centro de comando do Hamas a partir do qual operavam terroristas”.
O movimento islamista palestiniano, que condenou o ataque brutal contra civis em comunicado, negou que o local atacado lhe pertencesse.
Estes ataques ocorrem apesar de um acordo de cessar-fogo que deverá terminar em novembro de 2024 na guerra entre Israel e o Hezbollah, aliado libanês do Hamas.
Em novembro, 13 pessoas foram mortas num ataque israelita ao campo de refugiados de Ain al-Hilweh.
O Exército israelita alegou ter atacado um campo de treino do Hamas, o que o Hamas negou.
A ONU pediu uma investigação, afirmando que 11 crianças estavam entre os mortos.
O Hezbollah entrou em guerra após o ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, em solidariedade com o movimento islamista palestiniano.
Israel realiza ataques regularmente contra o Hezbollah e os seus aliados no Líbano.
No domingo, quatro pessoas que seguiam num carro morreram no leste do Líbano, perto da fronteira com a Síria. Israel afirmou ter atacado o grupo Jihad Islâmica Palestiniana.
O cessar-fogo, alcançado após meses de combates na sequência dos ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, estipulava que tanto Israel como o Hezbollah deveriam retirar as suas forças do sul do Líbano.
No entanto, o Exército israelita manteve cinco postos avançados em território do país vizinho, uma medida também criticada pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita, que exigem o fim desta presença militar.




