A maioria da população prefere que o prazo do Brexit seja alargado e consequentemente que as negociações do Reino Unido com a União Europeia (UE) sejam adiadas, para que os esforços e o foco se concentrem apenas na pandemia da Covid-19, segundo um estudo da «Focaldata for Best», citado pelo ‘Independent’.
Ainda que as autoridades de Westminster e de Bruxelas tenham insistido em continuar com as negociações sobre o futuro do Reino Unido na UE, mesmo perante o cenário do novo coronavírus, o estudo sugeriu que a maioria dos inquiridos preferiria que as autoridades mantivessem o foco na pandemia, com dois terços a considerar que o governo deveria concentrar toda a sua energia no combate à Covid-19, durante o resto do ano.
Daqueles que apoiam um adiamento das negociações do Brexit, 64% pedem que o período de transição seja prolongado «indefinidamente até que a crise esteja resolvida», enquanto que 36% quer que o mesmo período seja prolongado «durante um ano, no máximo».
Contudo, 34% dos inquiridos disseram acreditar que o governo poderia «equilibrar as negociações do Brexit, com a pandemia de coronavírus e, simultâneamente, dar o tempo necessário para negociar um acordo comercial completo com a UE antes do final do ano».
Embora tenha havido um forte apoio entre os eleitores trabalhistas e do SNP para adiar o final do período de transição após a véspera de Ano Novo, 49% dos eleitores da Leave também apoiaram a medida – assim como 48% dos eleitores conservadores e 45% daqueles que já apoiou o Partido Brexit.
Já no mês passado, Dominic Raab , secretário dos Negócios Estrangeiro do Reino Unido, disse que o vírus «defendia uma diplomacia intensiva para concluir este acordo e seguir em frente», forjando um futuro relacionamento com a UE, acrescentando: «Não acho que adiar as negociações do Brexit poderia fornecer a alguém, de qualquer um dos lados, a certeza de que precisam».











