As perspectivas dos líderes para 2026: Álvaro Ferreira, CEO da Celfocus

Álvaro Ferreira, CEO da Celfocus, dá a sua visão para o futuro

Executive Digest
Fevereiro 19, 2026
15:24

2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, mar­cado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.

Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que o CEO da Celfocus antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.



  1. Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
  2. Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
  3. Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
  4. Uma palavra que possa definir 2026.

1. A disseminação da Inteligência Artificial em larga escala. A fase experimental ficou para trás. Em 2026, o foco estará em operacionalizar IA: a sua integração nos processos core de negócio; a sua relevância nos processos de tomada de decisão e na criação de valor para os clientes. Isto implica mudanças profundas na forma como trabalhamos, como desenhamos e entregamos as nossas soluções.

Em paralelo, iremos assistir a uma tendência de transfor­mação da estrutura dos perfis profissionais nas empresas. O modelo piramidal evoluirá gradualmente para um modelo em diamante: por redução do peso de novas contratações em posições juniores (especialmente nas áreas de codificação e suporte aplicacional) e pela valorização dos perfis especia­listas intermédios (aditivados pelas ferramentas de AI). A capacidade de integrar conhecimento técnico, pensamento crítico e visão de negócio serão determinantes.

2. A actual situação geopolítica, que não mostra quais­quer sinais de melhoria, manterá um clima de incerteza e receio, promovendo a continuação do adiamento de muitos investimentos. O sector de IT não estará imune a esta situação, muito em linha com o verificado em 2025.

Paradoxalmente, as organizações que conseguirem imple­mentar novas soluções que permitam ganhar agilidade e tomar decisões mais informadas, estarão mais bem posicionadas para atravessar este período de instabilidade.

3. A oportunidade é clara e não pode ser adiada. Investir de forma decisiva na implementação de IA, tanto ao nível interno como nas soluções propostas aos clientes. Internamente, a IA deve ser usada como factor de amplificação das capacidades produtivas e não como mero factor de maior automação, melhorando a qualida­de e capacidade de decisão, simplificando o processo de aquisição cognitiva. Externamente, deve ser integrada em soluções, criando diferenciação com impacto mensurável para o negócio dos clientes. As empresas que conseguirem incorporar AI nos seus processos produtivos ganharão vantagem competitiva real.

4. ROI.

(Return on Investment), será o conceito-chave em 2026 no IT. Os significativos investimentos realizados em 2025 pelos maiores players tecnológicos foram suportados em expectativas elevadas de retorno a curto prazo. O modelo de investimento proposto foi sustentado numa exponencial adopção das funcionalidades de IA, promovendo uma expansão sem precedentes do mercado.

Em 2026, essa expectativa será testada. As organizações serão avaliadas pela sua capacidade de concretização. Retorno ou bolha… Veremos!

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