Idosos europeus incluindo portugueses consideram impostos a heranças “demasiado elevados”

Quase sete em cada dez idosos europeus (69%) acreditam que os impostos sobre as heranças e as doações são demasiado elevados nos seus países, 78% no caso dos portugueses, de acordo com um estudo.

Executive Digest com Lusa

Quase sete em cada dez idosos europeus (69%) acreditam que os impostos sobre as heranças e as doações são demasiado elevados nos seus países, 78% no caso dos portugueses, de acordo com um estudo.


Todos os anos, o Observatório Cetelem do banco francês BNP Paribas publica um barómetro do consumo na Europa.


De 19 de novembro a 01 de dezembro, 10.930 pessoas com 18 ou mais anos, representativas da população dos respetivos países segundo o método das quotas, foram entrevistadas ‘online’ pela Toluna Harris Interactive na Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Polónia, Portugal, Roménia, Reino Unido e Suécia.


A edição de 2026 centrou-se particularmente nos inquiridos com 60 anos ou mais, numa altura em que a população está a envelhecer rapidamente, divulgou esta organização de investigação e monitorização económica, criada em 1985.


Entre os vários temas abordados, a questão da herança, um assunto “altamente político”, está a revelar-se “sensível em toda a Europa”, realçou à agência France-Presse (AFP) Flavien Neuvy, diretor do Observatório Cetelem.

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Os belgas parecem ser os mais desiludidos com o assunto, com 90% dos maiores de 60 anos a acreditar que os impostos e/ou taxas cobrados sobre transferências como doações ou heranças são demasiado elevados, à frente dos franceses (82%).


Seguem-se os italianos (79%), os romenos e os portugueses (78%) e os espanhóis (75%), muito à frente dos suecos (31%), que estão isentos do imposto sobre as heranças/donativos, mas podem estar sujeitos ao imposto sobre as mais-valias, observou o estudo.


Ao mesmo tempo, “sustentar financeiramente os filhos é algo natural para os idosos”, segundo o estudo, e oito em cada dez idosos europeus “consideram importante ajudar os seus descendentes”, e 68% dos idosos com filhos ou (bis)netos afirmam contribuir, pelo menos ocasionalmente, para pelo menos uma das suas despesas.

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“Estamos apenas no início da questão da herança na Europa”, com uma “transferência em massa” de riqueza esperada de uma geração, a dos “baby boomers”, nascidos após a guerra e agora reformados, para a seguinte, observou Flavien Neuvy.


 

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