Marcelo dá três razões para renovar estado de emergência. “Estamos a ganhar a segunda fase”

Primeira razão, prende-se com os lares. Uma tarefa que não desperdiçou um minuto mas precisa de mais algum tempo; que tem de se consolidar em clima de contenção. 

Sónia Bexiga

Na comunicação ao país, Marcelo apontou três razões para renovar estado de emergência. “Estamos a ganhar a segunda fase”, frisou, desde logo.

Esta segunda fase está a ser ganha através da passagem por uma Páscoa em segurança, que assim foi; por uma redução de números de infetados de casos a precisar de cuidados e internamento intensivo, “e ainda a essencial descida no indicador de contaminação”, para menos de 1 pessoa por infetado. Sendo que conseguimos garantir uma descida baixo dos 5%.

Foi igualmente conseguido ir reabrindo algumas empresas que se juntarem às que nunca pararam. “E assim foi até dentro da cerca sanitária de Ovar”, realçou, aludindo a todos os setores de atvidade e aos trabalhadores quer em tele trabalho, quer presencialmente. “É certo que muitos trabalhadores sofreram”, admitiu.

Primeira razão, prende-se com os lares. Uma tarefa que não desperdiçou um minuto mas precisa de mais algum tempo; que tem de ser consolidar em clima de contenção, ainda é imperativo”.

A segunda, apesar de sermos o 4º país da Europa que mais testa por milhão de habitantes, ainda assim o número de contaminados fica hoje abaixo dos 20 ou 30 mil que  Marcelo admitiu há uma semana. “Mas temos de continuar a estabilizar o número de internamentos no geral e nos intensivos”, para que o SNS consiga dar resposta adequada quando o convívio social for retomado e em caso de subida de contágios.

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Um cenário que melhor correrá se for com um plano controlado e consolidado para que se evitem recaídas.

A terceira razão, talvez a mais importante para o Presidente prende-se com, desta forma “dar tempo e espaço para que o Governo para definir critérios, estudar e preparar, para depois do fim de abril, a abertura gradual da sociedade e da economia”.

Uma fase que deverá ter como preocupação essencial, em seu entender, criar segurança e confiança nos portugueses.

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O Presidente deixou ainda palavras dirigidas a grupos específicos. Desde logo, para os mais velhos e quantos têm doenças graves, garantindo-lhes que não devem ter receio porque “ninguém minimiza sua entrega de muitas décadas, sendo que também ninguém os quer encerrar num gueto, dividindo os portugueses”.

Marcelo também agradeceu a capacidade de reação dos jovens e prometeu “ser o primeiro a defender os autarcas, se alguma vez for colocada em causa a sua entrega”, já que teve oportunidade de testemunhar, por várias vezes, a dificuldades da sua missão que sempre primou pela proximidade.

A quem tem dúvidas e reservas sobre se vamos cumprir a passagem para uma terceira fase, Marcelo afirma acreditar que o país vai ser bem sucedido, num “misto de dever e esperança”.

“Tudo dependerá do que alcançarmos em abril”, reforçou, acrescentando que dependerá igualmente do quanto “conseguirmos ser cautelosos e sejamos capazes de gerir confiança. Confiança é a palavra chave”.

 

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