Tudo aconteceu em Julho de 2019, quando um funcionário da Segurança Social teve acesso aos dados pessoais dos mais altos funcionários da Polícia Judiciária (PJ), Ministério Público (MP) e Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), ameaçando que os divulgava se não recebesse 500 mil euros em notas, de acordo com a ‘SÁBADO’.
A chantagem não teve sucesso, uma vez que a PJ começou uma operação relâmpago e em dois dias conseguiu identificar o cidadão, detê-lo e condená-lo a prião preventiva, sem que o caso viesse a público, dada a sua sensibilidade.
O cidadão foi acusado pelo MP de um crime de extorsão agravada na forma tentada e de outro de acesso ilegítimo e, no passado dia 30 de Março, acabou por ser condenado a uma pena de internamento, suspensa na sua execução desde que continuasse a comparecer às consultas de psiquiatria, uma vez que no decorrer da investigação ficou provado que o homem sofre de problemas psicológicos.
Esta situação revela a vulnerabilidade dos sistemas nacionais, que permitiram que um funcionário da Segurança Social fosse capaz de aceder sozinho a informações confidenciais de figuras importantes do Estado português e, provavelmente, à identidade de dezenas de espiões portugueses e funcionários da Judiciária.










