Procuradora-Geral da República, director da PJ e espiões chantageados

Altos funcionários do Estado foram ameaçados por um funcionário da Segurança Social, que dizia divulgar os seus dados pessoais caso não lhe pagassem 500 mil euros. O cidadão acabou por ser preso e o caso esteve em segredo até ao momento.

Simone Silva

Tudo aconteceu em Julho de 2019, quando um funcionário da Segurança Social teve acesso aos dados pessoais dos mais altos funcionários da Polícia Judiciária (PJ), Ministério Público (MP) e Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), ameaçando que os divulgava se não recebesse 500 mil euros em notas, de acordo com a ‘SÁBADO’.

A chantagem não teve sucesso, uma vez que a PJ começou uma operação relâmpago e em dois dias conseguiu identificar o cidadão, detê-lo e condená-lo a prião preventiva, sem que o caso viesse a público, dada a sua sensibilidade.



O cidadão foi acusado pelo MP de um crime de extorsão agravada na forma tentada e de outro de acesso ilegítimo e, no passado dia 30 de Março, acabou por ser condenado a uma pena de internamento, suspensa na sua execução desde que continuasse a comparecer às consultas de psiquiatria, uma vez que no decorrer da investigação ficou provado que o homem sofre de problemas psicológicos. 

Esta situação revela a vulnerabilidade dos sistemas nacionais, que permitiram que um funcionário da Segurança Social fosse capaz de aceder sozinho a informações confidenciais de figuras importantes do Estado português e, provavelmente, à identidade de dezenas de espiões portugueses e funcionários da Judiciária.

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