Presidenciais: Um quarto dos apoiantes de Cotrim Figueiredo admite votar em branco na segunda volta

Um quarto dos eleitores que votaram em João Cotrim Figueiredo na primeira volta das eleições presidenciais tenciona votar em branco ou nulo na segunda volta, enquanto uma fatia significativa permanece indecisa quanto ao sentido de voto.

Revista de Imprensa
Fevereiro 2, 2026
9:06

Um quarto dos eleitores que votaram em João Cotrim Figueiredo na primeira volta das eleições presidenciais tenciona votar em branco ou nulo na segunda volta, enquanto uma fatia significativa permanece indecisa quanto ao sentido de voto. De acordo com os dados mais recentes, 25,8% dos apoiantes do antigo líder da Iniciativa Liberal optam pelo voto de protesto, ao passo que 17,5% ainda não decidiram em quem irão votar para Presidente da República, refletindo um aumento da incerteza na reta final da campanha.

Segundo a sondagem diária da Pitagórica, divulgada este domingo, para o JN, TSF, TVI e CNN Portugal, o crescimento dos votos em branco e dos indecisos já supera, em peso eleitoral, o conjunto dos resultados obtidos por todos os candidatos à esquerda de António José Seguro na primeira volta. Ainda assim, a maioria dos inquiridos mantém uma decisão clara quanto ao desfecho da eleição.

Se as eleições fossem hoje, dia de voto antecipado em mobilidade, António José Seguro venceria a segunda volta com 56,2% das intenções de voto, contra 28,4% de André Ventura, uma vantagem de 27,8 pontos percentuais. Apesar da liderança confortável, o candidato apoiado pelo PS regista uma queda pelo quinto dia consecutivo na sondagem, acumulando menos 4,7 pontos percentuais desde o início do trabalho de campo. André Ventura, por sua vez, apresenta uma trajetória de recuperação há dois dias, alcançando o melhor resultado desde 26 de janeiro, ainda que 90% dos eleitores considere praticamente garantida a vitória de Seguro no próximo domingo.

À entrada da última semana de campanha, o voto em branco continua a ganhar expressão, atingindo 8,4% das intenções, enquanto os indecisos representam 7%. Este crescimento é alimentado sobretudo pelos eleitores de João Cotrim Figueiredo, sendo também relevantes os votos em branco entre apoiantes de Luís Marques Mendes (22,4%). Entre os indecisos, destacam-se ainda os eleitores de Henrique Gouveia e Melo, com 11,1% sem decisão tomada, contrastando com os 8,2% dos apoiantes de Marques Mendes.

No que respeita à transferência direta de votos, António José Seguro é o principal beneficiário dos eleitores dos candidatos eliminados na primeira volta, captando 66,7% dos apoiantes de Henrique Gouveia e Melo e 58,2% dos de Luís Marques Mendes. Já André Ventura recolhe maior adesão entre os antigos eleitores de Cotrim Figueiredo, com 25,8% a admitirem votar no líder do Chega. A firmeza de voto é elevada em ambos os campos: 96,8% dos eleitores de Seguro e 91,2% dos de Ventura dizem ter a decisão tomada, mantendo-se uma forte rejeição cruzada, com 21,1% a recusarem votar no socialista e 66,6% a rejeitarem Ventura.

Por segmentos sociodemográficos, António José Seguro recolhe mais apoios entre os eleitores com mais de 55 anos e entre as mulheres, enquanto André Ventura concentra preferências nos homens e na faixa etária dos 35 aos 54 anos. Regionalmente, Seguro lidera em todas as regiões do país, com Ventura a obter o seu melhor resultado na Grande Lisboa, onde atinge 31,3% das intenções de voto.

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