Turismo ainda acelerava antes da pandemia. Portugal recebeu 1,6 milhões de turistas em fevereiro

Quanto a receitas, cresceram 12,8% (quando o aumento foi de 6,9% em janeiro), atingindo 194,3 milhões de euros.

Sónia Bexiga

O setor do alojamento turístico registou 1,6 milhões de hóspedes e 3,8 milhões de dormidas em fevereiro de 2020, correspondendo a aumentos de 15,3% e 14,7%, respetivamente (quando e janeiro as subidas foram de 12,0% e 7,7%, pela mesma ordem), segundo os dados sobre a atividade turística do Instituto Nacional de Estatística (INE), revelados esta quarta-feira.

O INE dá nota de que estes resultados foram influenciados pelo efeito do período de Carnaval, que este ano ocorreu em fevereiro e no ano anterior ocorreu em março. Adicionalmente há também que considerar outro efeito de calendário, dado que fevereiro teve 29 dias em 2020, mais um que em 2019.

Segundo a análise do INE, ass dormidas de portugueses aumentaram 26,4% (em janeiro a subida foi de 11,8%) e as de estrangeiros cresceram 9,5% (quando no mês anterior foi de 5,8%).

Em fevereiro último, a estada média (2,41 noites) reduziu-se 0,5% (mais 2,2% no caso dos residentes e  mais 1,2% no de não residentes). A taxa líquida de ocupação (35,1%) aumentou 1,6 p.p. (0,8 p.p. em janeiro).

Quanto a receitas, cresceram 12,8% (quando o aumento foi de 6,9% em janeiro), atingindo 194,3 milhões de euros. Os proveitos de aposento fixaram-se em 138,1 milhões de euros, aumentando 15,1% (mais 8,3 % no mês anterior).

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O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) aumentou 5,5% para 28,3 euros (mais 4,0% no mês anterior). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 66,1 euros, aumentando 3,4% (2,0% no mês anterior).

Em fevereiro, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 1,7 milhões de hóspedes e 4,2 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 15,9% e 15,2%, respetivamente (+12,0% e +8,1% em janeiro, pela mesma ordem).

As dormidas de residentes cresceram 26,3% (mais 12,3% em janeiro) e as de não residentes aumentaram 10,1% (6,1% no mês anterior).

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Mercado chinês influenciado pelos efeitos da pandemia em queda abrupta

Os dezasseis principais mercados emissores representaram 85,8% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico em fevereiro e apresentaram um crescimento de 10,0%.

Nesta análise, destaque para o mercado chinês (1,0% do total), já influenciado pelos efeitos da pandemia COVID-19, apresentou um decréscimo de 54,8% em fevereiro. No conjunto dos dois primeiros meses do ano, este mercado recuou 10,7%.

O mercado britânico (17,5% do total das dormidas de não residentes em fevereiro) cresceu 4,0% neste mês e 3,2% no
conjunto dos dois primeiros meses do ano.

As dormidas de hóspedes alemães (12,5% do total) aumentaram 4,6% em fevereiro. Desde o início do ano, este
mercado recuou 1,6%.

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O mercado espanhol (11,2% do total) apresentou um aumento expressivo de 40,8% em fevereiro, tendo crescido
33,5% no conjunto dos dois primeiros meses do ano.

O mercado francês (8,5% do total) aumentou 6,3% em fevereiro e 1,7% desde o início do ano.

 

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