A presença de parasitas no peixe voltou a estar no centro da discussão, em particular em espécies de consumo frequente como a pescada. O tema ganhou nova atenção após as declarações de Luis, pescador e vendedor de peixe em Sant Cugat del Vallés, que alertou para a existência de parasitas em muitas das pescadas comercializadas.
Num vídeo divulgado nas redes sociais, Luis explicou que “muitas das pescadas que são vendidas têm parasitas”, sublinhando, no entanto, que o problema não afeta toda a peça de forma uniforme.
Segundo o pescador, os parasitas concentram-se sobretudo numa parte específica do peixe. “Para ser seguro comê-la, à pescada tem de se retirar esta parte porque está cheia de parasitas”, afirmou, referindo-se à ventresca, a zona abdominal do peixe.
Depois de removida essa área, acrescenta, o restante peixe pode ser aproveitado sem riscos. “Como fica limpa de parasitas, pode ser consumida normalmente”, explicou, salientando a importância de uma limpeza cuidada antes da confeção.
As explicações dadas por Luis ajudam a esclarecer uma ideia comum entre os consumidores: a presença de parasitas como o anisakis não significa que o peixe esteja estragado ou que tenha de ser totalmente descartado.
No caso da pescada, o parasita encontra-se habitualmente na região abdominal e junto às vísceras. Por esse motivo, uma preparação adequada — com a remoção dessa zona — reduz significativamente o risco associado ao consumo.
As autoridades sanitárias recordam que o consumo de peixe é seguro desde que sejam cumpridas as medidas habituais de prevenção. Entre as recomendações estão a congelação prévia do peixe durante, pelo menos, cinco dias, ou a sua confeção completa a temperaturas superiores a 60 graus.
Estes procedimentos permitem eliminar o anisakis e evitar problemas de saúde, garantindo que o peixe pode ser consumido de forma segura.
O alerta deixado pelo pescador reforça a importância da informação na escolha e preparação dos alimentos. Saber identificar as zonas mais suscetíveis à presença de parasitas e aplicar corretamente as práticas de higiene e confeção permite continuar a consumir peixe com confiança, sem abdicar de um alimento essencial na dieta.














