O novo coronavírus tem afectado negativamente as 100 maiores empresas do mundo, que durante o primeiro trimestre já perderam 3,9 biliões de dólares da sua capitalização no mercado de acções, um valor equivalente, por exemplo, ao PIB da Alemanha ou a quase três vezes o PIB de Espanha, de acordo com o ‘Expansion’.
A avaliação conjunta de acções dessa elite de empresas internacionais totalizou 21,5 biliões de dólares no final de Março, em comparação com os 25,4 biliões de dólares verificados no inicio de Janeiro. Só as 50 primeiras empresas do ranking perderam 2,8 biliões de dólares, um valor equivalente ao PIB de França, somando 16 biliões de dólares actualmente, de acordo com uma análise realizada pelo ‘Expansión’, tendo por base dados da agência ‘Bloomberg’.
Nas actividades com uma maior representação, o sector financeiro é o mais afectado uma vez que o seu valor total diminuiu cerca de 24%, para 4,2 biliões de dólares. Segue-se o sector da tecnologia, com uma descida de 10%, contudo o seu capital total ainda consegue atingir os nove biliões de dólares.
Relativamente aos serviços menos representados, as maiores quedas correspondem ao sector aéreo, com uma descida de 68% e do têxtil, que diminuiu 38%. No primeiro caso, a saída da Airbus e da Boeing das 100 maiores contribuiu para a queda. No segundo, o declínio acentuado da LVMH e da Nike, também teve influência. De ressalvar que a Inditex também está fora do ranking, ocupando actualmente 105ª posição.
No que diz respeito à área geográfica, a capitalização das empresas americanas na lista é de 13,3 biliões de dólares, uma descida de 14% face ao início do ano, devido ao pior trimestre da história de Wall Street. No entanto, as empresas norte-americanas ainda representam 62% do total.
As empresas europeias têm sido as mais afectadas: perderam 31% do seu capital na bolsa de valores, descendo para os 2,6 biliões de dólares e representando apenas 10% nas 100 maiores. As empresas asiáticas são as mais bem-sucedidas na pandemia, com uma capitalização de 5,3 biliões de dólares e uma quebra de apenas 10%, representam 23,3% do ranking.
Se a análise for feita individualmente, apenas uma empresa saiu do top 10 comparativamente a Janeiro: a JPMorgan, que deu lugar à Johnson & Johnson na décima posição. Nas restantes confirmam-se as posições e a predominância de empresas de tecnologia (com sete empresas), bem como o reinado da SaudiAramco no ranking por capitalização: apesar de ter caído quase 20% desde Janeiro devido à pandemia e à nova crise do sector.
Depois da SaudiAramco, o segundo lugar corresponde à Microsoft, que ultrapassa a Apple com um valor de 1,2 bilião. A fabricante de iPhones, em terceiro lugar, cai 13,4%, para 1,11 biliões. Também a Amazon tem conseguido resistir à pandemia, subindo 5,4%, para o quarto lugar. Assim, ultrapassa a Alphabet, em quinto lugar, que registou uma queda de 13,25% no último trimestre. A Alibaba, na sexta posição, ultrapassou o Facebook, agora em sétimo lugar, à frente de Tencent e da Berkshire Hathaway.
Aqui está o TOP 10 actualizado:









