Apenas 10% das empresas portuguesas têm planos para enfrentar crises económicas

Um novo estudo sobre Gestão de Risco de Crédito em Portugal, promovido pela Crédito y Caución e pela Iberinform, revela lacunas significativas nas estratégias das empresas para lidar com alterações económicas imprevistas.

André Manuel Mendes

Um novo estudo sobre Gestão de Risco de Crédito em Portugal, promovido pela Crédito y Caución e pela Iberinform, revela lacunas significativas nas estratégias das empresas para lidar com alterações económicas imprevistas.

Segundo a análise, apenas 10% das empresas portuguesas possuem planos de contingência para minimizar os efeitos de uma súbita deterioração do ambiente económico. Cerca de 20% das empresas não têm qualquer tipo de estratégia para enfrentar mudanças negativas no contexto comercial e económico, enquanto 23% afirmam adotar medidas básicas e 27% implementam ações específicas para contrariar alterações adversas na economia.



O estudo sublinha que ter medidas preventivas em vigor pode reduzir o risco financeiro entre 30% e 70%, dependendo do setor, do tipo de empresa e do nível de implementação das estratégias.

Apesar das vantagens, a incorporação da Inteligência Artificial na gestão de risco de crédito continua limitada. Apenas 5% das mais de 300 empresas consultadas afirmam utilizar IA para processar dados e antecipar cenários financeiros, como quedas de receitas ou não pagamentos, enquanto 82% não consideram recorrer a esta tecnologia.

O estudo alerta para a vulnerabilidade das empresas face a mudanças económicas rápidas e reforça a importância da preparação estratégica para reduzir riscos financeiros e fortalecer a resiliência empresarial.

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