As escolas deverão reabrir portas no próximo Outono e algumas actividades poderão voltar a funcionar já em Maio, mas a economia não vai regressar ao normal como por magia. O cenário é traçado por Bill Gates que, em entrevista à CNBC, indica que manufactura, construção e educação deverão ser as primeiras áreas a ver as restrições suspensas.
Por outro lado, considera que outros sectores terão de esperar um pouco mais. Não acha que ir a grandes eventos de desporto, por exemplo, faça sentido até que tudo volte a como era antes da epidemia. A relação benefício/risco não é vantajosa, diz o co-fundador da Microsoft.
Bill Gates também sugere que os governos não podem simplesmente recorrer a uma varinha mágica para resolver os problemas económicos decorrentes da pandemia. Mesmo depois de decidirem que é seguro regressar ao trabalho e progressivamente deixar o isolamento social, o Mundo não voltará ao normal de um dia para o outro.
«O comportamento das pessoas em termos de quererem viajar, ir a eventos ou a um restaurante foi completamente alterado pelas preocupações associadas a esta doença», diz o bilionário. «Ninguém deve pensar que o governo pode acenar com uma varinha e, de reprente, a economia é tal como era antes de isto acontecer. Isso requer ou um milagre terapêutico com taxa de cura de 95% ou uma vacina de utilização alargada», refere vaticina ainda Bill Gates.
Sobre a vacina, o co-fundador da Microsoft lembra ainda que o Mundo terá de esperar pelo menos 18 meses para ter acesso a uma solução deste tipo. Por outro lado, deverão arrancar testes de tratamentos já no prazo de quatro ou seis meses.
«Mas não queremos criar expectativas irrealistas», ressalva Bill Gates, recordando que a eficácia de uma vacina em pessoas mais idosas, por exemplo, representa um grande desafio. Na sua opinião, o grande benefício de uma vacina seria o facto de os mais jovens não espalharem o vírus.





