A Nestlé, a PepsiCo e algumas das maiores multinacionais alimentares, juntamente com a Organização das Nações Unidas, alertaram para o risco do aumento da fome crónica a nível mundial no mundo, como consequência do novo coronavírus.
Numa carta intitulada «Apelo à Ação de Líderes Mundiais» publicada esta quinta-feira, as empresas explicam aos líderes mundiais que o fornecimento de alimentos pode ser «massivamente interrompido» devido às medidas implementadas para conter a propagação da Covid-19. Por isso, apelam à abertura de fronteiras, para que seja mantido o comércio livre de forma a evitar uma potencial crise alimentar e instam os líderes mundiais a tomarem «medidas urgentes e coordenadas para impedir que a pandemia da Covid-19 se transforme numa crise alimentar e humanitária global».
«O risco de grandes interrupções no fornecimento de alimentos nos próximos meses está a aumentar, especialmente para os países importadores de baixo rendimento, muitos dos quais estão na África Subsaariana», avisam.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 83 mil.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
Em Portugal, segundo o último balanço da Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes e 13.141 casos de infecções confirmadas.
Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde a meia-noite de 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril, depois do prolongamento aprovado há uma semana na Assembleia da República.














