Porto Business School lança nova edição do Executive Master em Cybersecurity Management

A Porto Business School (PBS) vai lançar uma nova edição do executive master em Cybersecurity Management, um programa concebido para preparar líderes capazes de responder aos desafios crescentes da era digital.

André Manuel Mendes
Novembro 19, 2025
10:03

A Porto Business School (PBS) vai lançar uma nova edição do executive master em Cybersecurity Management, um programa concebido para preparar líderes capazes de responder aos desafios crescentes da era digital.

A formação, que arranca a 23 de janeiro de 2026, pretende dotar profissionais de competências estratégicas e técnicas que lhes permitam gerir riscos digitais, proteger ativos críticos e reforçar a resiliência das organizações. As candidaturas estão abertas até 15 de janeiro.



Numa altura em que a cibersegurança assume um papel central nas decisões empresariais, a PBS volta a apostar num programa que combina cenários reais de simulação de ataques, exercícios práticos e contacto direto com desafios enfrentados diariamente por Chief Information Security Officers (CISOs). Os participantes terão acesso a ferramentas essenciais como criptografia, segurança de rede e cloud, deteção de ameaças, análise de malware e resposta a incidentes.

O currículo inclui ainda o Capstone Project, um projeto final que implica a conceção e implementação de uma solução completa de cibersegurança, traduzindo o conhecimento adquirido em resultados mensuráveis para as empresas.

A formação conta com parcerias estratégicas com instituições de referência, como INESC-TEC, ISACA e AWS Academy, reforçando a vertente técnica e estratégica do programa.

A PBS esclarece que, embora designado executive master, o programa não atribui grau académico de mestre segundo o regulamento da Universidade do Porto. Em português, a designação recomendada é “pós-graduação”.

 

Cibersegurança no centro das preocupações empresariais

O relançamento do programa surge num contexto em que as ameaças digitais se multiplicam e se tornam mais sofisticadas. O recente caso das vulnerabilidades no Museu do Louvre – expostas após um assalto em plena luz do dia – evidenciou que as falhas de segurança ultrapassam o domínio tecnológico, resultando também da falta de formação das equipas e de auditorias regulares. O episódio serviu de alerta global para a necessidade de uma abordagem integrada que combine tecnologia, processos e capacitação humana.

Em Portugal, esta prioridade já se reflete no plano legislativo. O Governo aprovou recentemente um novo decreto-lei que transpõe a diretiva europeia NIS2, estabelecendo um regime reforçado de cibersegurança. A nova legislação abrange a mitigação de vulnerabilidades, a regulação do hacking ético e a criação de mecanismos para excluir fornecedores considerados de risco das redes de comunicações.

O agravamento das ameaças confirma a urgência desta resposta. Segundo o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), mais de 80% das detecções de código malicioso no primeiro semestre de 2025 foram causadas por infostealers, programas destinados ao roubo de informação.

A nível europeu, o cenário é igualmente preocupante. Um relatório da Kaspersky revela que apenas 29% das PME têm uma estratégia de cibersegurança totalmente implementada, enquanto 66% admitem seguir abordagens incompletas ou meramente teóricas.

Outro desafio crescente é o recurso a inteligência artificial (IA) por parte de cibercriminosos, que deverá tornar-se um padrão dominante a partir de 2026. O Cybersecurity Outlook Report 2026, do Google Threat Intelligence Group, prevê a disseminação de ataques multimodais apoiados por IA generativa, capazes de produzir falsificações de texto, voz e vídeo altamente credíveis. A técnica poderá ser usada para imitar executivos, facilitar fraudes de identidade e potenciar esquemas de phishing sofisticados.

O relatório alerta ainda para o agravamento dos danos económicos associados ao cibercrime, destacando os ataques de ransomware e o roubo de dados como os incidentes com maior impacto financeiro previsto para o próximo ano.

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