O Governo dos EUA, sob a liderança de Donald Trump, terá decidido atacar instalações militares dentro da Venezuela “a qualquer momento”, indicou esta sexta-feira o jornal ‘Miami Herald’, que citou fontes “familiarizadas com a situação”, acrescentando que o ataque poderia atingir os seus alvos “por via aérea em questão de dias ou até mesmo horas”.
O ‘Wall Street Journal’ também noticiou os planos da Casa Branca na noite desta quinta-feira. “Os EUA estão de olho em alvos militares venezuelanos usados para o tráfico de drogas. A infraestrutura dos cartéis de drogas e do regime de [Nicolás Maduro] provavelmente será alvo se Trump decidir tomar medidas militares”, informou o jornal.
A imprensa americana relatou que esses planos “visam destruir instalações militares usadas pela organização de narcotráfico que, segundo os Estados Unidos, é chefiada pelo ditador venezuelano Nicolás Maduro e dirigida por membros de alto escalão de seu regime”.
O ‘Miami Herald’ acrescentou que os alegados ataques iminentes também teriam como objetivo “desmantelar a liderança do cartel”. Segundo autoridades americanas consultadas, essa organização criminosa exporta “cerca de 500 toneladas de cocaína por ano, distribuídas entre a Europa e os EUA “. As mesmas fontes recusaram-se a comentar se Maduro era um “alvo”, embora uma delas “tenha afirmado que ele não tem muito tempo”.
“Maduro está prestes a ser encurralado e poderá descobrir em breve que não pode fugir do país, mesmo que quisesse. O pior para ele é que agora há vários generais dispostos a capturá-lo e entregá-lo, plenamente conscientes de que falar sobre a morte é uma coisa, mas vê-la chegar é outra bem diferente”, disse fonte do Governo Trump ao ‘Miami Herald’.
O destacamento de forças navais dos EUA no Caribe, ao largo da costa da Venezuela, já é o maior da história do país desde a primeira Guerra do Golfo (1990-1991), segundo um estudo de especialistas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), enquanto se aguarda a chegada do grupo de ataque do porta-aviões ‘Gerald Ford’.
“Não se envia um dos seus ativos navais mais importantes para ficar parado a navegar. Ou se usa ou recoloca-se imediatamente. O resultado mais provável é um ataque com mísseis contra a Venezuela”, disse o coronel da reserva do Corpo de Fuzileiros Navais e autor da análise do CSIS, Mark Cancian, na passada terça-feira.












