O Banco BPI registou um resultado líquido consolidado de 389 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2025, menos 12% face ao mesmo período de 2024, devido à redução dos proveitos com juros causada pela descida das taxas de juro de mercado. Em Portugal, o lucro situou-se em 362 milhões de euros, uma redução de 5% homóloga.
Apesar da descida do lucro, a rentabilidade dos capitais próprios tangíveis recorrente (ROTE) manteve-se elevada em 16,4%, refletindo a sólida performance operacional do banco.
O produto bancário totalizou 914 milhões de euros, com uma diminuição de 9% face a 2024, enquanto a margem financeira caiu 11%, para 657 milhões de euros, devido ao repricing do crédito com indexantes inferiores. Segundo João Pedro Oliveira e Costa, presidente executivo do BPI, “apesar do impacto da descida das taxas de juro, registamos uma estabilização da margem financeira e mantemos um desempenho sólido na atividade comercial e na rentabilidade.”
O banco destacou ainda a qualidade dos ativos, com um rácio de NPE de 1,2% coberto a 146%, e uma capitalização confortável, com CET1 de 14,3% e capital total de 17,8%, garantindo robustez financeira mesmo num contexto de mercado desafiador.
No plano internacional, o BPI concluiu com sucesso a oferta pública de venda do BFA, a maior operação bolsista de sempre em Angola, gerando uma procura cinco vezes superior à oferta e atraindo 8,5 mil novos acionistas, ao vender 14,75% do capital que detinha na instituição.
“O BPI continua a apresentar uma performance financeira sólida, com elevados níveis de rentabilidade e ativos de qualidade, mesmo perante um cenário de taxas de juro historicamente baixas”, concluiu Oliveira e Costa.




