Donald Trump chegou a afirmar que Vladimir Putin quer negociar a paz na Ucrânia, mas os dados mostram o contrário, relatou esta quinta-feira o jornal ‘El Español’. A Rússia duplicou os seus ataques em solo ucraniano desde que o presidente republicano tomou posse, em janeiro último. Mais: sempre que o representante da Casa Branca enfatizou o interesse do Kremlin em chegar a um acordo para resolver o conflito, o presidente russo respondeu com uma escalada das hostilidades.
Exemplo disso foi o que aconteceu na manhã desta quarta-feira, quando a Rússia atacou as regiões de Kiev, Zaporizhia, Odessa e Kharkiv com drones e mísseis. Pelo menos seis pessoas morreram. Entre as vítimas mortais, estavam um bebé de seis meses, uma menina de 12 anos e uma mulher.
O ataque em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, afetou um jardim de infância no distrito de Kholodnoyarsk, segundo o presidente da câmara da cidade, Igor Tekherov: 50 crianças tiveram de ser evacuadas no incêndio que se seguiu.
De acordo com dados da Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou uns impressionantes 405 drones e 28 míssei , a maioria deles a visar a sua infraestrutura energética. Os militares celebraram o abate de mais de metade dos mísseis russos e de 333 drones.
A ministra da Energia, Svitlana Hrynchuk, denunciou a campanha metódica da Rússia para perturbar o seu sistema energético. A DTEK alertou para os apagões previstos na maioria das regiões. A empresa estatal de energia Ukrenergo lamenta que a situação seja mais grave em Sumy e Chernihiv.
“É evidente que a Rússia está a agir com cada vez mais descaramento. Estes ataques são uma bofetada na cara de todos aqueles que insistem numa resolução pacífica”, denunciou Volodymyr Zelensky, que voltou a pedir um regime de sanções mais severo contra a Rússia e armas de longo alcance para atacar o interior da Rússia.
De facto, a administração Trump, na noite desta quarta-feira, deu mais uma volta diplomática e decidiu finalmente exercer pressão direta sobre Putin. O Departamento do Tesouro anunciou novas sanções contra as principais empresas petrolíferas russas em resposta à “falta de compromisso sério da Rússia com um processo de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia”. Veremos como responde Moscovo.



















