Mark Rutte ridiculariza Rússia por “submarino coxo” escoltado no Canal da Mancha

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, ironizou esta segunda-feira a Rússia depois de um submarino russo ter sido visto a navegar à superfície no Canal da Mancha, alegadamente devido a problemas técnicos. O incidente, ocorrido na semana passada, envolveu o submarino Novorossiysk, da Frota do Mar Negro, que acabou escoltado pelas marinhas francesa, belga e neerlandesa enquanto atravessava o Norte da Europa.

Pedro Gonçalves
Outubro 14, 2025
12:12

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, ironizou esta segunda-feira a Rússia depois de um submarino russo ter sido visto a navegar à superfície no Canal da Mancha, alegadamente devido a problemas técnicos. O incidente, ocorrido na semana passada, envolveu o submarino Novorossiysk, da Frota do Mar Negro, que acabou escoltado pelas marinhas francesa, belga e neerlandesa enquanto atravessava o Norte da Europa.

Durante um discurso proferido na Eslovénia, Rutte comentou com sarcasmo a situação, afirmando que “agora, na prática, quase não resta presença naval russa no Mediterrâneo” e acrescentando: “Há apenas um submarino russo solitário e avariado a coxear de volta do patrulhamento.”

Em tom provocatório, o líder da Aliança Atlântica comparou o episódio à célebre obra de Tom Clancy: “Que mudança desde o romance de 1984 ‘A Caça ao Outubro Vermelho’. Hoje, parece mais a caça ao mecânico mais próximo”, declarou Rutte, arrancando risos entre os presentes.

O submarino Novorossiysk — de fabrico russo e pertencente à classe Varshavyanka (Project 636.3) — foi detetado à superfície ao largo da costa francesa antes de ser acompanhado pela Marinha dos Países Baixos no Mar do Norte, no sábado.

Fontes do Ministério da Defesa neerlandês confirmaram que o aparelho foi monitorizado por precaução, referindo que a embarcação apresentava sinais de perda de combustível, informação também divulgada pela imprensa local.

Moscovo nega avaria e fala em “trânsito programado”
Entretanto, o Comando da Frota do Mar Negro da Rússia desmentiu qualquer falha técnica, garantindo que o submarino estava apenas a “cumprir as regras de navegação no Canal da Mancha”. Num comunicado emitido na segunda-feira, as autoridades navais russas asseguraram que o Novorossiysk realizava “uma transferência inter-frotas programada” após concluir missões no Mediterrâneo.

Apesar da versão oficial de Moscovo, a observação da embarcação à superfície, combinada com relatos de uma possível fuga de combustível, reacendeu dúvidas sobre o estado de manutenção da frota russa, já fragilizada pelas sanções e pela guerra prolongada na Ucrânia.

NATO acompanha movimento com “vigilância constante”
O Comando Marítimo da NATO confirmou na quinta-feira passada, através de uma publicação na rede X (antigo Twitter), que a Marinha francesa estava a observar de perto o submarino russo.
“A NATO está pronta para defender a nossa Aliança com vigilância constante e consciência marítima em todo o Atlântico”, afirmou a estrutura naval da organização, numa mensagem que sublinhou o compromisso aliado com a segurança europeia.

O Novorossiysk foi posteriormente avistado a atravessar o Mar do Norte, acompanhado por fragatas belgas e neerlandesas, num percurso de regresso que deverá culminar na base de Novorossiysk, no Mar Negro.

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