Xamã do QAnon processa Trump em 40 biliões de dólares e declara-se “verdadeiro presidente dos EUA”

No processo de 26 páginas, alegou que um grupo de elite lançou uma conspiração para violar a Constituição. A denúncia inteira, que se assemelha mais a um manifesto do que a um documento legal formal, é apresentada num único parágrafo

Francisco Laranjeira
Setembro 30, 2025
13:17

O xamã do QAnon avançou com um processo em tribunal contra Donald Trump no qual exige uma indemnização de 40 biliões de dólares: tem também como alvo Elon Musk, a T-Mobile, a Warner Bros, o Estado de Israel, o Banco Mundial e a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), refere o jornal britânico ‘The Independent’. Recorde-se que o xamã QAnon retirou o seu apoio a Trump depois de o presidente se ter recusado a divulgar os arquivos de Epstein.

No processo, Jacob Chansley, famoso por usar uma roupa de guerreiro com chifres ao invadir o Capitólio dos EUA a 6 de janeiro de 2021, autoproclama-se o “verdadeiro presidente dos Estados Unidos” e defende que o país deveria ter apenas duas leis: a Carta de Direitos e a Constituição original. Entre as suas propostas mais excêntricas, está a criação de uma moeda de ouro de uma onça, avaliada em 40 biliões de dólares, para cobrir a dívida pública dos EUA.

No processo de 26 páginas, alegou que um grupo de elite lançou uma conspiração para violar a Constituição. A denúncia inteira, que se assemelha mais a um manifesto do que a um documento legal formal, é apresentada num único parágrafo.

Estranhamente, uma secção do processo sugere que os enredos de ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’, de Christopher Nolan, e ‘Avatar’, de James Cameron, foram plagiados dos seus próprios escritos.

Além disso, Chansley alegou que a NSA o identificou como Michele Rodriguez, para persuadi-lo a usar as suas habilidades “xamânicas” para lidar com “assuntos de outro mundo”. Indicou ainda que Donald Trump lhe enviou um e-mail pessoalmente apenas dois dias após os distúrbios no Capitólio em 2021.

O xamã do QAnon foi condenado a três anos e cinco meses de prisão por obstruir um processo oficial por causa do seu papel nos distúrbios do Capitólio. Mais tarde, foi perdoado por Trump, juntamente com outras 1.500 pessoas, em janeiro de 2025, pelo seu crime.

Chansley recebeu o apelido de QAnon, o movimento de teorias da conspiração de extrema-direita que afirma que Donald Trump está a liderar uma luta contra uma rede secreta de tráfico sexual liderada pela elite global.

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