Cerca de 9,2% dos trabalhadores em Portugal com idades entre 20 e 64 anos trabalham regularmente 49 horas ou mais por semana, colocando o país entre os cinco da União Europeia com maior proporção de longas jornadas laborais, segundo dados do Eurostat relativos a 2024.
Apesar de a média europeia estar a cair – de 9,7% em 2014 para 6,6% em 2024 –, ainda existem diferenças significativas entre países. A Grécia lidera o ranking, com 12,4% de trabalhadores com longas jornadas, seguida de Chipre (10%) e França (9,9%), revela a ‘Euronews’.
Entre os países da UE, Portugal e Bélgica completam o top 5, com 9,2% e 8,4% respetivamente. Em contraste, Bulgária (0,4%), Letónia (1,0%) e Lituânia (1,4%) apresentam as proporções mais baixas.
O Eurostat destaca ainda que homens, trabalhadores autónomos e gestores têm maior tendência para trabalhar longas horas. Mais de um quarto dos autónomos em Portugal e cerca de um em cada cinco gestores realizam jornadas superiores a 49 horas semanais.
Na União Europeia, a duração máxima média de trabalho por semana está limitada a 48 horas, incluindo horas extraordinárias, segundo a Diretiva Europeia sobre o Tempo de Trabalho de 2003. No entanto, alguns países, como a Grécia, aprovaram recentemente legislação que permite semanas de seis dias para determinados trabalhadores.
Em Portugal, a discussão sobre produtividade, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e semanas de trabalho mais curtas mantém-se atual, à medida que os empregadores procuram adaptar-se às novas exigências laborais.




