O ministro da Economia assegurou esta terça-feira que o Estado «tem ferramentas para nacionalizar empresas e fará se for preciso».
Em entrevista à “TSF”, Pedro Siza Vieira defendeu que será «muito difícil» que a TAP «mantenha todos os postos de trabalho funcionais» face à actual conjuntura, quando questionado sobre se admitia a hipótese de o Estado português vir a avançar para nacionalizações na sequência da crise gerada pela pandemia de Covid-19.
O governante garantiu que o Estado irá assegurar, na companhia aérea e outras empresas pretende «preservar a continuidade do país e das actividades que sejam estratégicas». «Seguramente vamos divergir, em comunidade, sobre o que são actividades estratégicas e quais são as empresas importantes, mas o Estado português tem ferramentas para nacionalizar empresas e usá-las-á se achar conveniente», explicou.
E lá fora?
No início deste mês, a Comissão Europeia chegou mesmo a dar luz-verde aos Estados-membros para socorrerem as empresas, suspendendo os regulamentos de ajuda pública ao sector privado. Na prática, significa que os governos passam a poder tomar medidas como empréstimos, recapitalizações com dinheiro público, aquisição de uma participação accionista e, no extremo, decidir-se pela nacionalização.
Para evitar uma onda crescente de investidores e uma especulação desmedida, Espanha decidiu avançar e activou um limite de 10% para investidores estrangeiros em empresas cotadas, de forma a proteger as empresas espanholas. França apoiou esta medida.
Na Alemanha, o Governo admitiu estar preparado para assumir participações em empresas para compensar o impacto do coronavírus, como fez na crise de 2008 para ajudar os bancos. O Executivo já prometeu 550 mil milhões de dólares para apoiar as suas empresas, através do banco estatal de desenvolvimento KfW.
O Executivo de Boris Johnson também está a investigar formas de entrar no capital de grandes companhias aéreas do Reino Unido, perante a crise vivida no sector aéreo, devido ao impacto do coronavírus. Uma das companhias aéreas afectadas é a British Airways, integrada no grupo IAG – em conjunto com a Iberia, a Vueling e a Air Lingus -, cuja situação pode vir a ser crítica. A Virgin Atlantic e a easyJet tambem se encontram na mesma situação.











