Brasil prepara reação às tarifas dos EUA: Lula da Silva e ministros reúnem-se hoje

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou para hoje a segunda reunião ministerial do ano, com o objetivo de avaliar a reação do governo federal às tarifas impostas pelos Estados Unidos e reforçar o ritmo de entrega de políticas públicas e obras em todo o país.

Pedro Gonçalves

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou para hoje a segunda reunião ministerial do ano, com o objetivo de avaliar a reação do governo federal às tarifas impostas pelos Estados Unidos e reforçar o ritmo de entrega de políticas públicas e obras em todo o país.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário, divulgadas nesta segunda-feira, 25 de agosto, alguns alimentos afetados pelas tarifas americanas poderão ser adquiridos diretamente por Estados e municípios, sem necessidade de licitação, para utilização na merenda escolar.

O ministro Paulo Teixeira adiantou à rádio CBN que a medida visa garantir a sustentabilidade de setores agrícolas afetados pelas tarifas. Os produtos incluídos nesta lista são: açaí, água de coco, castanhas, mel, manga, uva fresca e pescado. Estes alimentos poderão ser destinados também a hospitais, universidades e às Forças Armadas.

Reunião ministerial e cobrança por resultados
O encontro ministerial desta terça-feira terá como foco principal a cobrança por resultados na implementação de políticas públicas e na inauguração de obras, a um ano do início da campanha eleitoral de 2026. O Palácio do Planalto tem demonstrado preocupação com o ritmo de execução das ações do governo federal, e Lula deverá reforçar esse tom junto aos ministros.

Em janeiro, na última reunião ministerial, o presidente havia afirmado que “2026 já havia começado”, sublinhando a importância de antecipar esforços e resultados para a gestão.

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Comunicação governamental e novo slogan
Durante a reunião, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, apresentará o novo slogan do governo, que substituirá “União e Reconstrução”. Palmeira deverá também orientar os ministros quanto ao alinhamento da comunicação de cada pasta, com o objetivo de evitar crises de imagem e promover o impacto positivo das ações governamentais.

O encontro ocorre num momento em que Lula regista uma recuperação da popularidade. Segundo sondagem da Genial/Quaest divulgada recentemente, a distância entre a aprovação (46%) e a desaprovação (51%) do governo caiu de dez para cinco pontos percentuais em apenas um mês.

Nas últimas semanas, o presidente reuniu-se com líderes de partidos aliados, como MDB, Republicanos, União Brasil, PSB e PSD, reforçando articulações políticas para o quarto mandato.

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Prioridades legislativas e aceleração de obras
Na reunião, o presidente e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deverão detalhar prioridades legislativas até dezembro, incluindo a aprovação da isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5 mil, a PEC da Segurança e projetos de regulação das big techs.

Lula também irá reforçar a cobrança por aceleração de obras e inaugurações, especialmente no contexto do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Há preocupação com obras ainda em fase de licitação ou com execução lenta, que podem comprometer a imagem do governo e prejudicar o planejamento eleitoral.

Atualmente, o governo federal dispõe de R$ 16,7 bilhões liberados para pagamento dessas obras, mas os recursos ainda não foram desembolsados por falta de comprovação de conclusão dos empreendimentos.

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