Um tribunal de recurso de Nova Iorque anulou esta quinta-feira a pesada multa de 464 milhões de dólares (398 milhões de euros) aplicada ao Presidente Donald Trump, depois de este ter sido considerado responsável por fraude empresarial num julgamento civil.
A Divisão de Recursos, Primeiro Departamento, revogou a sanção que Trump enfrentava por ter inflacionado fraudulentamente o seu património líquido em milhares de milhões de dólares ao longo de uma década, com o objetivo de obter condições mais favoráveis em empréstimos e seguros, revela o ‘The Washington Post’.
Caso a decisão de fevereiro de 2024 do juiz Arthur Engoron tivesse sido mantida, Trump teria de pagar mais de 500 milhões de dólares, incluindo mais de 100 milhões em juros.
O julgamento, que durou 11 semanas e ameaçou comprometer a imagem de Trump como magnata imobiliário, decorreu enquanto o ex-presidente fazia campanha para regressar à Casa Branca. Durante o processo, foi revelado que Trump garantiu taxas de juro vantajosas entre 2011 e 2021, ao inflacionar o valor de ativos como o triplex da Trump Tower em Nova Iorque e a propriedade Mar-a-Lago, na Florida, em documentos financeiros.
Segundo a acusação, a Trump Organization alegou falsamente que o triplex tinha o dobro da dimensão real, utilizando estes números para aumentar o valor da propriedade. No caso de Mar-a-Lago, Trump valorizou a propriedade em cerca de 500 milhões de euros numa declaração financeira, apesar de o seu próprio consultor fiscal ter declarado o valor de mercado da propriedade num valor muito abaixo.




