Os testes à Covid-19 nos lares de terceira idade vão começar por Lisboa e terão um formato diferente do habitual. De acordo com o “Diário de Notícias” (DN), as unidades móveis da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) testar funcionários e idosos dos lares de Lisboa para perceber quem têm infecção. Depois, será recolhida uma amostra para análise ao novo coronavírus. Este processo chama-se triagem smart e começa esta terça-feira. Contudo, só depois de detectada uma infecção avançar-se-á para um teste mais específico à Covid-19.
Esse teste é fornecido pelo Instituto de Medicina Molecular. Será o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social a centralizar toda a informação sobre este processo, «embora o gabinete da ministra Ana Mendes Godinho não tenha respondido às perguntas do DN», escreve o jornal.
Nesta terça-feira, às 17.30, será feito o lançamento da triagem smart no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, com testes rápidos e que levam oito a 10 minutos a obter um resultado. «É uma análise bioquímica e, nos casos em que há alterações (infecção), só a esses, faremos uma zaragatoa para o diagnóstico molecular da presença do vírus, cujas análises serão feitas pelo laboratório de biologia do IMM», explicou ao “DN” o director da CVP, Francisco George.
Esta medida resulta de um protocolo com o Instituto de Medicina Molecular, que anunciou ter uma capacidade para a realização de 300 testes por dia, e da CVP, que irá deslocar-se às residências seniores para a recolha das primeiras amostras.
O primeiro-ministro, António Costa, já veio dizer que o objectivo é alargar os testes a todo o país na próxima semana, com «o esforço», das universidades e politécnicos. Segundo o “DN”, terá sido essa a razão pela qual os testes vão começar em Lisboa, Aveiro, Évora, Guarda e Faro, onde estão os centros de investigação que se disponibilizaram para fazer as análises ao vírus. Nesse sentido, estabeleceram-se já acordos com as universidades de Aveiro, da Beira Interior e do Algarve, além da Nova de Lisboa.






